Angola

FMI em Angola não vai afetar impostos, emprego ou combustíveis

Diretora do FMI, Christine Lagarde. REUTERS/Charles Platiau
Diretora do FMI, Christine Lagarde. REUTERS/Charles Platiau

A diretora-geral do FMI está em Luanda numa visita oficial e garantiu que, para já, a ajuda internacional não vai interferir nestas áreas.

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou esta quinta-feira, em Luanda, que o programa de assistência a Angola, para já, não vai aumentar os impostos, os despedimentos na função pública nem o preço dos combustíveis.

Christine Lagarde falava aos jornalistas depois de ter sido recebida em audiência pelo Presidente de Angola, João Lourenço, primeiro ato oficial de uma visita de dois dias a Luanda.

“O FMI de hoje não é o FMI do passado, pois aprendemos com os erros e defendemos políticas amigas do crescimento”, sublinhou Lagarde, ladeada por João Lourenço.

Por seu lado, João Lourenço salientou que a primeira tranche dos 3,7 mil milhões de dólares atribuídos pelo Conselho de Administração do FMI, no valor de mil milhões de dólares, já foi disponibilizada pela instituição de Bretton Woods.

O Presidente angolano ressalvou que as condições do financiamento do FMI “não têm qualquer comparação” com outros empréstimos da instituição a países africanos, “que têm sempre condições mais gravosas que Angola”.

“Eu confirmo”, disse imediatamente Lagarde, provocando risos entre os membros da delegação do FMI e da equipa governamental presentes nos jardins do Palácio Presidência.

A semana passada, a agência de rating Moody’s considerou que este acordo será positivo para a qualidade do crédito porque equilibra a posição externa, consolida as finanças públicas e acelera as reformas estruturais.

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