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Isabel dos Santos: Sonangol “tem de fazer mais com menos”

9. Isabel dos Santos

Isabel dos Santos vai presidir petrolífera estatal angolana e leva consigo três consultoras. "É preciso fazer mais com menos", decreta

A empresária Isabel dos Santos justificou a entrada para a liderança da Sonangol com o objetivo de implementar “um novo modelo para o setor petrolífero angolano”, plano esse que irá responder a um “programa de transformação” interna na empresa.

Em declarações escritas enviadas às redações, Isabel dos Santos começa por lembrar que a “quebra acentuada e prolongada do preço do petróleo” colocou os países exportadores desta matéria-prima num “contexto difícil”, onde a “gestão da crise faz parte da agenda de todas as empresas” ligadas à indústria petrolífera.

A filha do presidente angolano aponta então a “preocupação com a redução de custos, bem como o aumento dos lucros e da competitividade” como prioridades obrigatórias, admitindo porém que “alcançar os resultados pretendidos” será “uma tarefa difícil e complexa”.

Isabel dos Santos enumera de seguida quais os objetivos que a nova gestão da Sonangol, por si presidida, irá tentar implementar nos próximos anos. A diminuição de custos e optimização dos recursos, o aumento da rentabilidade e dos dividendos a pagar ao Estado angolano ou “assegurar a transparência na gestão e a aplicação de standards internacionais de reporte e de governança” estão entre os principais objetivos a obter para a petrolífera.

Isabel dos Santos revela ainda que traz consigo para a Sonangol três consultoras “de grande reputação” nas suas áreas, a Boston Consulting Group (BCG), a PwC e a Vieira de Almeida & Associados.

“Temos como empresa que nos comprometer com uma cultura de fazer mais com menos”, defendendo que só com cultura de excelência será possível “enfrentar com sucesso os grandes desafios que o novo contexto do sector petrolífero coloca à Sonangol e ao país”.

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