Luanda Leaks

Sonae “está a acompanhar com atenção e preocupação”

Cláudia e Paulo Azevedo
(José Carmo/Global Imagens)
Cláudia e Paulo Azevedo (José Carmo/Global Imagens)

Empresa que detém a NOS com Isabel dos Santos vinca que mantém toda a confiança "na empresa e sua equipa de gestão".

“Atenta e preocupada”, é assim que a Sonae reage nesta noite, numa nota enviada a Dinheiro Vivo, às notícias que têm sido publicadas sobre Isabel dos Santos. “Os órgãos competentes da sociedade estão a avaliar a situação de forma rigorosa e com sentido de urgência”, sublinha a empresa que detém em partes iguais com a empresária angolana a holding que controla a operadora de telecomunicações portuguesa NOS, que tem Miguel Almeida como CEO.

A fatia maior da operadora (52,15%) – que tem na administração não executiva outras duas pessoas nomeadas no Luanda Leaks, o advogado Jorge Brito Pereira como chairman e Paula Oliveira – é detida pela Zopt, holding que junta, em parcelas iguais, Isabel dos Santos e o grupo hoje liderado por Cláudia Azevedo. Por sua vez, a NOS tem uma fatia de 30% na ZAP (maior plataforma de televisão paga em Angola e Moçambique) – os restantes 70% pertencem à filha do ex-presidente angolano que viu as suas contas e participações em Angola arrestadas pela justiça, no âmbito de um processo em que o Estado angolano reclama a devolução de mil milhões por acesso ilegal a empresas e fundos estatais enquanto o pai, José Eduardo dos Santos, liderava o país.

As notícias reveladas neste fim de semana, que ligam a empresária a uma série de negócios alegadamente irregulares (leia aqui), e que já levaram governo, Banco de Portugal e Ministério Público a reagir, estão também a preocupar os parceiros de negócios da empresária por cá. Depois de o EuroBic, liderado por Teixeira dos Santos, ter emitido um comunicado garantindo ter cortado todos os negócios com a sua principal acionista (veja mais aqui), é agora a vez de a Sonae reagir.

Leia aqui a defesa de Isabel dos Santos, que se diz vítima de ataque político e eventual candidata à presidência angolana

“Face às notícias veiculadas nos últimos dias em diversos órgãos de comunicação social sob a designação Luanda Leaks, a Sonae vem por este meio comunicar que está a acompanhar a situação com atenção e preocupação, sobretudo dadas as alusões feitas a vários membros não executivos do Conselho de Administração da sua participada NOS. A NOS sempre se pautou por regras de governo societário exigentes, que vêm sendo estritamente cumpridas e continuarão a sê-lo”, escreve a empresa.

“Esta situação em nada altera a total confiança que a Sonae tem na empresa e na sua equipa de gestão”, sublinha-se.

“A NOS é um operador de telecomunicações de referência a nível europeu e uma das maiores empresas portuguesas, com responsabilidade perante milhares de colaboradores, clientes e parceiros. A Sonae tudo fará para garantir que a empresa tem a estabilidade necessária para continuar a servir os seus diversos stakeholders e gerar valor para a economia portuguesa.”

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