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Luanda Leaks: S&P vai seguir “de perto” casos na banca portuguesa

Standard&Poor's
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O aviso da S&P surge num relatório sobre os bancos portugueses. A S&P avisa ainda que os bancos "têm mais trabalho pela frente em 2020".

A agência de rating Standard & Poor’s (S&P) alertou esta terça-feira que vai “acompanhar de perto os resultados da investigações em andamento sobre alegados casos de branqueamento de capitais” na banca portuguesa.

EuroBic e BPI são bancos que têm sido mencionados em notícias baseadas em documentos a que o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação teve acesso. No escândalo, denominado Luanda Leaks, Isabel dos Santos é acusada de ter alegadamente desviado fundos de Angola, nomeadamente da Sonangol. A investidora angolana é filha do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, e foi constituída arguida naquele país e os seus bens e contas bancárias foram arrestados.

O aviso da S&P surge no final de um relatório sobre os bancos em Portugal divulgado hoje. No documento, a S&P conclui que os bancos portugueses “têm mais trabalho pela frente em 2020”.

 

“Os bancos (portugueses) operam numa economia que continua a registar um crescimento acima da média da Zona Euro mas continua exposta a uma redução da procura externa e a potenciais choques”, alerta a agência de notação financeira.

Entre os choques, a S&P salienta o Brexit e o novo coronavírus, “que podem afetar o turismo, que é importante para a economia” portuguesa, que vale cerca de 15% da riqueza produzida pelo país anualmente.

Frisa que o aumento de preços no mercado imobiliário pode criar riscos na forma de desequilíbrios na qualidade dos ativos dos bancos no futuro. Adianta que o elevado nível de endividamento privado e baixo Produto Interno Bruto per capita no país deixam o setor privado “vulnerável à deterioração das condições económicas”.

A S&P espera que a “concorrência (entre bancos) vai continuar alta enquanto as taxas de juro permanecerem baixas”, o que vai penalizar as receitas do setor.

“No geral, antecipamos que a maior parte dos bancos vai ter dificuldade em gerar rentabilidade satisfatória”, explica.

Prevê que “um número de bancos portugueses vão estrear no mercado de dívida sénior não preferencial este ano dado que irão precisar de criar almofadas de capital no âmbito do MREL (requisitos mínimos de capital)”.

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