AR desconhece quanto custa BPN e BPP e pede ajuda ao Tribunal de Contas

Oliveira Martins assumiu funções em 2005
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Os deputados da Assembleia da República desconhecem qual irá ser a factura final aproximada do BPN e do BPP para os contribuintes.

Numa resolução hoje publicada, os parlamentares dizer que pretendem saber quanto já foi gasto e quanto ainda irá ser consumido em dinheiro dos contribuintes para tapar os buracos do BPN (Banco Português de Negócios) e do BPP (Banco Privado Português).

Para conhecer o valor em causa, que superará seguramente os 2,8 mil milhões de euros, a AR pede ajuda ao Tribunal de Contas.

Os deputados solicitam “ao Tribunal de Contas a realização de uma auditoria ao processo de nacionalização do BPN – Banco Português de Negócios e ao processo que determinou a insolvência do BPP – Banco Privado Português”, refere a resolução de dia 24 de fevereiro, hoje publicada em Diário da República.

Os representantes dos eleitores pedem ao tribunal presidido por Guilherme d’Oliveira Martins para “avaliar, nomeadamente, os recursos financeiros públicos realizados e a realizar pelo Estado Português nos dois casos”, “determinar as responsabilidades assumidas ou a assumir pela prestação de empréstimos, garantias ou avales concedidos pelo Estado Português, ou pela Caixa Geral de Depósitos, ao BPP e ao BPN” e para “incluir nesta auditoria os três veículos criados para parquear os ativos do Banco Português de Negócios”.

Certo, certo é que, até à data, o BPN já custou 1800 milhões de euros (imputados ao défice público de 2010) e o BPP, 450 milhões (custo das garantias acionadas, também nesse ano).

Entretanto, para além do que já custou, o BPN foi capitalizado, com o Tesouro português a gastar mais 600 milhões de euros, valor que foi ao défice de 2011, garantiu o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Tudo somado, os buracos das duas instituições já vão em 2850 milhões de euros. Mas os processos continuam em aberto. É isso que provoca as dúvidas dos deputados.

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