Parcerias público-privadas

Construção do Túnel do Marão está parada

A concessionária do Túnel do Marão mandou parar as obras. A Somague não adianta o que esteve na base da decisão e garante que não teve a ver com falta de financiamento, como adiantou o Sindicato da Construção de Portugal.

Poucos meses depois de ter recebido a visita do então primeiro-ministro, José Sócrates, a obra de construção do Túnel do Marão está parada.

Ao “Dinheiro Vivo”, a Somague referiu somente que receberam instruções da concessionária para suspender as obras por um período de tempo que pode durar até três meses. A empresa garantiu, ainda, que o problema não tem a ver com “falta de dinheiro”.

Segundo o Sindicato da Construção de Portugal, os trabalhadores foram informados que as obras iam parar durante 90 dias, devido a “falta de dinheiro”, por parte da Somague. O presidente do sindicato, Albano Ribeiro salientou que estão em risco cerca de 300 postos de trabalho. “Grande parte dos trabalhadores nem direito ao salário vão ter, porque trabalhavam para sub-empreiteiros que os abandonam pura e simplesmente”, destacou Albano Ribeiro.

Fontes ligadas ao sector da construção acreditam que a decisão da concessionária do Túnel do Marão, a Auto-Estradas do Marão, – que é composta pela Somague Construção, MSF Concessões, pode estar relacionada com a incerteza quanto ao futuro das Parcerias-Público-Privadas (PPP). Este modelo será renegociado pelo actual ministro da Economia e Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira.

A construção do Túnel do Marão resulta de uma PPP lançada em 2008, que tem a duração de trinta anos, e envolve um investimento de 350 milhões de euros.

A concessionária tem-se financiado junto de entidades como o sindicato bancário internacional e o Banco Europeu de Investimento (BEI), que têm como principal garantia a parceria estabelecida com o Estado português.

A manter-se a indefinição quanto ao futuro das Obras Públicas, o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), Reis Campos, defende que “não é só esta obra que está em risco”. Reis Campos acredita que o novo ministro “não pode alterar obras que já estão contratualizadas e iniciadas”.

A construção do Túnel do Marão implica um investimento inicial de construção de350 milhões de euros e um investimento total de 456 milhões de euros durante os 30 anos de concessão.

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