Carlos Brito

O grande salto em frente

O grande salto em frente

Não, não vou falar da campanha lançada por Mao Tsé-Tung no final da década de 50 do século passado com o propósito de fazer da China um país desenvolvido e igualitário num curto espaço de tempo. Como todos sabemos, o que se conseguiu em tempo infelizmente recorde foi um descalabro económico e social que se traduziu em dezenas de milhões de mortos.
A verdade, no entanto, é que o mundo precisa hoje de um enorme salto em frente. A situação pré-covid caracterizava-se por um conjunto de ameaças e tensões a que urgia dar resposta: desde as alterações climáticas às desigualdades sociais, passando pelas grandes vagas migratórias, pela redução da biodiversidade, pelo desrespeito pelos direitos humanos, pelos conflitos bélicos, religiosos e económicos cada vez mais relevantes.

E a exaustão digital?

E a exaustão digital?

Tem-se discutido se as empresas devem ou não pagar as despesas acrescidas em que os seus colaboradores incorrem quando se encontram em teletrabalho. O Governo esclareceu recentemente que uma parte dos encargos com o telefone e o acesso à internet deve ser suportada pelo empregador, deixando de fora os gastos com eletricidade, água e gás. Nesse contexto, estão em curso iniciativas parlamentares com o objetivo de aumentar a abrangência do que deve ser pago pela entidade patronal.

Carlos Brito

Um país que vive de raspadinhas

Em recentes declarações públicas, Francisco Assis, presidente do Conselho Económico e Social (CES), afirmou que a lotaria instantânea, vulgarmente conhecida por raspadinha, é geradora de graves problemas sociais. Desde logo porque somos o país da União Europeia que mais gasta nesse tipo de jogos; depois, porque é viciante uma vez que é rápida, é barata, é fácil de comprar e não é necessário entender o jogo; e, em terceiro lugar, porque leva à destruição de indivíduos e famílias, tanto mais que são as pessoas de menor rendimento as mais viciadas.

Carlos Brito

A ciência precisa de marketing?

Numa altura em que o Governo acabou de nomear os membros do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, vale a pena recordar que Portugal investe cerca de 1,5% do seu PIB em investigação e desenvolvimento. Não é muito se comparado com a média da União Europeia que se situa na casa dos 2,2%. Mas, apesar de tudo, representa um esforço superior ao de Espanha e idêntico ao realizado por Itália. Só o ensino superior português investe cerca de 1,2 mil milhões de euros por ano em I&D.

Carlos Brito

Um pequeno contributo para gerir o combate à pandemia

Em março do ano passado, duas semanas após o início do confinamento, escrevi neste mesmo espaço: "No contexto atual ter visão significa capacidade de antecipação de cenários a dois ou três dias. Quarenta e oito horas podem fazer toda a diferença em termos de propagação do vírus". E no mesmo artigo acrescentei: "Visão significa não apenas capacidade de antecipação mas também de atuação. O que exige liderança, iniciativa, planeamento, organização e um controlo rigoroso e permanente".