Jaime Quesado

Jaime Quesado

Porque é que a universidade tem que mudar

Esta crise pandémica que estamos a viver já está a alterar o comportamento da nossa economia e sociedade. Neste Novo Normal, a Universidade tem que mudar de forma drástica, tendo que saber reinventar-se e estabelecer uma nova agenda em termos do seu modelo pedagógico e na forma como se vai articular com os seus diferentes parceiros. A Universidade tem que saber protagonizar a sua própria mudança num tempo novo e num mundo mais complexo. A Universidade não pode ficar á espera. Precisamos de uma Nova Universidade capaz de perturbar o sistema e que se assuma como uma verdadeira Universidade Nova como plataforma de geração de conhecimento com valor para a economia e sociedade, num tempo em que tudo vai ser diferente.

Jaime Quesado

Pensar Portugal a partir de fora

Pensar Portugal é sempre um exercício de confiança no que são as nossas competências e os nossos desafios para o futuro. Nunca como agora os talentos portugueses espalhados pelo mundo são tão fundamentais para mostrar que a aposta na inovação e na excelência será sempre o caminho a ter em conta para o futuro. Numa época de crise complexa, esta aposta nestes novos embaixadores é um sinal de confiança na competitividade portuguesa e na capacidade muito concreta de se alterar duma vez por todas o modelo de desenvolvimento económico para o futuro. O futuro de Portugal faz-se com os Portugueses e é essa a mensagem central que importa deixar nestes tempos de crise. Pensar Portugal a partir de fora é por isso um exercício que nos ajuda a perceber melhor os desafios que temos pela frente.

Jaime Quesado

Os novos desafios da diplomacia económica         

Com esta pandemia estamos obrigados a repensar o futuro. A Diplomacia Económica é fundamental na Nova Agenda Económica para Portugal e deverão ser as empresas a liderar o processo de afirmação da competência portuguesa no mundo global. Impõem-se neste processo empresas capazes de projetar no mundo uma dinâmica de procura permanente da criação de valor e aposta na criatividade. Têm que se assumir como actores "perturbadores" do sistema, induzindo na sociedade e na economia um capital de exigência e de inovação que façam da Marca Portugal uma clara referência internacional. Por isso, a diplomacia económica não se faz por decreto!

Jaime Quesado

Porque é que temos que apostar no Talento

Nunca como agora a aposta no talento foi tão importante para o nosso futuro enquanto economia e sociedade. E a aposta que temos que fazer no talento não se faz por decreto, mas sim com base em experiências de sucesso que são construídas dia a dia com um forte sentido de competência e confiança. É o caso da Bold, uma das nossas empresas recentes na área da inovação tecnológica, que tive o prazer de visitar esta semana. O exemplo vivo dum Portugal inovador e criativo, com presença internacional sólida e ativa, e onde a aposta em soluções vencedoras a partir da aposta no talento e na gestão de redes inteligentes faz a diferença. É com exemplos como este que de facto percebemos porque temos que apostar cada vez mais numa agenda estratégica voltada para o reforço do talento na criação de valor.

Jaime Quesado

A competitividade não é um Power Point

Neste contexto progressivo de pós pandemia, um dos temas centrais para a nossa economia e sociedade prende-se com a questão da Competitividade. Deixo aqui algumas notas sobre algumas dimensões do tema. No atual panorama de análise da situação económica de Portugal, há duas clarificações a fazer. Primeiro, a crise de crescimento atual (o recente valor de 5.4 pontos negativos para o 1º trimestre é muito preocupante) está claramente associada à pandemia nas suas diferentes dimensões - mas não podemos esquecer que a não convergência para a média de rendimento per capita da UE dura há mais de duas décadas e, por isso, em paralelo àquele fenómeno imprevisto, há um problema estrutural em Portugal. Segundo, se existe um problema específico no País, na sua estrutura económica, coloca-se a questão de como o resolver e se é possível resolvê-lo com relativa probabilidade de sucesso, dada a abertura da nossa economia e as redes desenvolvidas nos últimos anos. Uma realidade é certa - a Competitividade não é nem pode ser um mero power point.

Jaime Quesado

Uma agenda de confiança estratégica

A Economia Portuguesa encontra-se, neste período progressivo de pós pandemia, numa fase de profunda transformação estratégica e nunca como agora foi tão importante consolidar a mensagem de Confiança no Futuro. A Agenda de Confiança Estratégica deverá assentar na Inovação e Criatividade como factores centrais de uma nova mobilização coletiva, de uma ambição global, de uma capacidade de construir soluções para novos problemas. Uma Sociedade da Inteligência. Precisamos dessa atitude em Portugal e por isso impõe-se uma cultura de mudança. Portugal tem que acreditar que há um momento de futuro e que a sociedade está preparada para os seus desafios.

Jaime Quesado

Portugal 2030 – Que Desafios & Oportunidades?

A Estratégia Portugal 2030 vai ter um papel central para o futuro do nosso país. No contexto da atual situação económica e no meio de uma profunda crise financeira internacional, continua a ser evidente no nosso país a falta de um modelo de desenvolvimento que seja partilhado sob a forma de contrato estratégico entre o Estado e a Sociedade Civil. Os atores económicos e sociais (municípios, empresas, universidades, centros de inovação) têm que saber aproveitar esta nova oportunidade para em conjunto e num contexto de partilha aberta e colaborativa construírem soluções de futuro que sejam verdadeiras respostas estruturais à crise. Precisamos por isso de fazer desta Estratégia Portugal 2030 uma via positiva para uma aposta sustentada no nosso futuro coletivo.

Jaime Quesado

A Internacionalização Inteligente através das Multilaterais

Com esta pandemia estamos obrigados a repensar o futuro. A Internacionalização Inteligente é fundamental na Nova Agenda Económica para Portugal e deverão ser as empresas a liderar o processo de afirmação da competência portuguesa no mundo global. Impõem-se neste processo empresas capazes de projetar no mundo uma dinâmica de procura permanente da criação de valor e aposta na criatividade. Têm que se assumir como actores perturbadores do sistema, induzindo na sociedade e na economia um capital de exigência e de inovação com efeitos na criação de valor para o futuro. A Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção ( PTPC) através do projeto Multi AEC, está a dar um contributo importante para esta agenda com uma nova aposta n0o papel das multilaterais e das oportunidades lhe associadas.

Jaime Quesado

Os novos desafios da Inovação Social

Michael Porter, um dos mais conceituados especialistas de Gestão, acaba de lançar pistas muito importantes sobre a dimensão fundamental da Inovação Social associada aos Negócios e ao desenvolvimento da Economia. Segundo as palavras de Porter a Inovação Social tem a sua expressão na capacidade do valor gerado no mercado ser partilhado de forma adequada e justa pela sociedade, de forma a garantir mecanismos de resposta às necessidades crescentes de segmentos da população sem alternativas de rendimento. A Nova Inovação Social é assim o compromisso de afirmação da capacidade de intervenção responsável por parte das organizações num mundo global com crescentes exigências.

Jaime Quesado

Porque é que precisamos de um novo espaço público

Portugal vive tempos complexos e como sempre uma vez mais vai ser fundamental o imperativo estratégico da mudança para agendar uma base sustentada de competitividade para a economia e a sociedade portuguesa. A agenda de mudança deverá assentar na inovação e criatividade como fatores centrais de uma nova confiança, de uma ambição global, de uma capacidade de construir soluções para novos problemas. Uma Sociedade da Inteligência. Precisamos dessa atitude em Portugal e por isso impõe-se uma cultura de mudança. Portugal tem que acreditar que há um momento depois de futuro e que a sociedade está preparada para os seus desafios. Independentemente da riqueza do ato de afirmação individual da criatividade, numa sociedade do conhecimento, importa de forma clara pôr em rede os diferentes atores e dimensioná-los à escala duma participação global imperativa nos nossos tempos. Precisamos de facto, mais do que nunca, de um novo espaço público.