João Coutinho

CCO e co-fundador da Atlantic New York

João Coutinho é cofundador da Atlantic, uma agência global independente com sede em Nova Iorque, nascida em 2020. João é responsável por ter criado, ou ter feito direção criativa, de campanhas como Fãs Imortais, Gun Shop, Volvo Highway Robbery (entre outras) que ajudaram a Ogilvy Brasil a ganhar Cannes Lions Agency Of The Year 2013 e a Grey New York a ser a segunda agência mais premiada no mundo em 2015 e 2016. Também em 2013, Coutinho figurou no Top 10 dos melhores diretores de arte no mundo, segundo o Cannes Report. Em 2017 juntou-se à VMLY&R como North America Executive Creative Director onde trabalhou com os escritórios de Miami, Memphis, Toronto e Nova Iorque. Na VMLY&R construiu uma equipa multicultural e multidisciplinar que trouxe para a agência reputação (Cannes Lions, D&AD, One Show, ADC...) e new business. João Coutinho ganhou 32 Leões no Festival de Cannes, incluindo um Grand Prix.

João Coutinho

E agora, como vai ser o novo-novo-normal?

Em 2020, cerca de 300 mil pessoas deixaram a área metropolitana de Nova Iorque. Destes 300 mil, nem todos deixaram a cidade para sempre. Muitas destas pessoas decidiram deixar os apartamentos onde pagavam rendas elevadas, colocaram a mobília num armazém e partiram rumo às suas cidades ou países de origem. Outras decidiram passar a pandemia em destinos de férias, como praias e montanhas. A cidade que nunca dorme teve uma cura de sono forçada durante ano e meio. Andar em Manhattan era como andar numa cidade fantasma ou viajar na máquina do tempo até aos anos 80, quando Nova Iorque era uma cidade suja, degradada, com muitas lojas abandonadas e graffiti por todo o lado. Uma cidade em que, no estado normal, as ruas se enchem de turistas e de gente a ir para o trabalho, viu-se privada de ambos. Até ao final de abril, 90% dos escritórios estavam vazios devido ao trabalho remoto e não havia turistas, fruto da proibição à entrada no país de cidadãos que não fossem americanos.

João Coutinho

Concordo ou discordo

Em meados dos anos 2000, quando as redes sociais ainda não se chamavam redes sociais, o Hi5 era a plataforma que ligava milhões de pessoas pelo mundo inteiro. Cada utilizador tinha um perfil, com nome, foto e e-mail. Era uma espécie de lista das páginas amarelas digital, em que se podiam fazer contactos. Os membros podiam-se adicionar uns aos outros, e a partir daí entrar no messenger para conversar. O messenger era na altura o chat do Hotmail, e não o messenger do Facebook que existe hoje em dia com o mesmo nome. Li, na altura, que a taxa de infidelidade começou a crescer a pico desde que o hotmail messenger se massificou. O Hi5 foi a primeira rede social global e a maior no mundo entre 2006-2008. O Hi5 era muito simples de usar, e talvez por isso, se tornou extremamente popular.