Manuel Falcão

Manuel Falcão

Estratégia digital: menos conversa, mais imagem 

Uma nova tendência editorial está a ser explorada por diversos jornais e organizações noticiosas com o objetivo de conseguir um aumento das assinaturas pagas. A mais recente evolução neste domínio vem da empresa News UK, que controla os prestigiados jornais britânicos The Times e The Sunday Times. A News UK por sua vez pertence à News Corp, uma das maiores empresas mundiais de comunicação em todas as plataformas e meios de difusão. A estratégia editorial que está a ser aplicada no The Times e no The Sunday Times aposta numa maior capacidade de fazer coberturas ao vivo em tempo real nas plataformas digitais destas publicações, ao mesmo tempo que se recorre cada vez mais à imagem fotográfica e ao vídeo. Estes jornais estão num processo de revisão da forma como decidem as coberturas editoriais da atualidade. Edward Roussel, que desde maio passado é o responsável pela estratégia de desenvolvimento digital da empresa, está a implementar novas formas de garantir a cobertura noticiosa, com prioridade ao jornalismo digital com forte componente visual.

Manuel Falcão

Televisão: o estado da nação

Nos dois primeiros semestres do ano passado e deste ano, tivemos períodos de confinamento mais ou menos prolongados. Forçosamente retidos em casa, como foi o consumo de televisão, numa comparação entre os dois semestres? A primeira constatação é que, embora em 2021 haja uma ligeira queda, o número médio de pessoas que vê televisão não teve grandes alterações, assim como se manteve estável o tempo médio consumido pelos portugueses frente aos ecrãs de TV - seis horas e 44 minutos por dia. Esta é a quantidade de tempo despendida pelos cerca de 3,2 milhões de pessoas que em média diária assistiram a programas de televisão, no conjunto de todos os canais, generalistas, de cabo ou de streaming.

Manuel Falcão

Para onde olhamos? Como ouvimos? Como lemos?

Se olharmos para as nossas rotinas diárias e fizermos um exercício de memória recuando por exemplo há cinco anos, encontraremos algumas diferenças significativas e algumas certezas constantes. A certeza constante, que aliás a pandemia e o confinamento reforçaram, é um aumento da procura de informação - não só sobre a evolução da doença no país e no mundo, mas também sobre grandes momentos que moldaram os últimos tempos: a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, as presidenciais norte-americanas com a vitória de Biden sobre Trump e as dificuldades da Europa, a começar pelo brexit.

Manuel Falcão

Em defesa do jornalismo de proximidade

O porta-voz oficial de governantes, políticos, personalidades públicas e um sem número de outras pessoas é o Twitter, a mais informativa das redes sociais. Por ali se vai sabendo o que se passa, aquela rede social é o local por excelência onde as notícias surgem em primeira mão e onde presidentes e governantes fazem declarações. E agora é também o local onde a informação de caráter local é estimulada: #FollowLocalJournalists é o hashtag da campanha que o Twitter lançou esta semana nos Estados Unidos para apelar aos seus utilizadores que façam isso mesmo.

Manuel Falcão

Quem é o maior anunciante do mundo?

Durante este ano que agora está a acabar a paisagem mediática tornou-se mais volátil. Os hábitos das pessoas alteraram-se de tal forma que fazer previsões é mais difícil que nunca. O que sabemos? - Em 2020, com a pandemia, a procura de informação cresceu, os critérios de avaliação de veracidade das notícias melhoraram. O confinamento produziu um aumento de consumo de televisão e de internet. Mesmo em Portugal os sites dos jornais de referência registaram aumento de assinaturas e de clientes dispostos a pagar. E o comércio electrónico disparou - em Portugal plataformas como o Clube Fashion, a Wook ou a Dott cresceram. E tornaram-se elas próprias anunciantes, saltando dos espaços digitais para a televisão, a imprensa e outros meios tradicionais.