Maria da Graça Carvalho

Maria da Graça Carvalho

"Ir ao banco", sim, mas sem esquecer quem são os titulares da conta

O facto de o Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal ter sido o primeiro a receber luz verde da Comissão Europeia é teoricamente positivo para o país. Precisamos de injetar dinheiro na economia, nas nossas empresas, para começarmos a ultrapassar esta crise e a projetar um futuro igualmente cheio de desafios que não serão nada fáceis. Mas a tentativa de humor com que o primeiro-ministro assinalou este momento na semana passada, ao lado da presidente da Comissão Ursula von der Leyen, terá deixado muita gente a duvidar se, de facto, a rapidez com que chegámos à meta - ou antes: à casa de partida - será um bom augúrio.

Maria da Graça Carvalho

Regular o digital sem travar o seu crescimento

A massificação da Internet trouxe-nos uma lista infindável de vantagens. Encurtou distâncias, democratizou a informação e facilitou o acesso a bens e serviços públicos e privados, beneficiando os cidadãos e muitas empresas. Mas trouxe também um conjunto de desafios com os quais temos agora de lidar. Entre estes, a necessidade de proteger os utilizadores de conteúdos lesivos e ilícitos, a defesa do respeito pelos princípios concorrenciais nos mercados online e o escrutínio da atividade das grandes plataformas, onde acontece grande parte da interação online.

Maria da Graça Carvalho

As lições da Irlanda e da Dinamarca

Há pouco menos de uma década, a onze de abril de 2011, era assinado o memorando de entendimento que marcava a entrada da troika em Portugal. Pela mesma altura, outro país europeu, a Irlanda, cumpria já o seu plano de ajustamento económico, iniciado alguns meses antes. Como sabemos, ambos viriam a honrar o apertado caderno de encargos estipulado por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. Infelizmente, as semelhanças ficaram-se por aí.

Maria da Graça Carvalho

A difícil tarefa de comandar sem dar o exemplo

A presidência do Conselho da União Europeia, sendo de enorme importância, não é uma condição a que se chegue por mérito. Toca a todos os Estados-Membros, numa lógica de rotatividade semestral que tem ajudado a dinamizar esta decisiva instituição comunitária. Contudo, esse caráter automático em nada reduz as responsabilidades de quem ocupa a posição. Principalmente em momentos de crise como aquele em que vivemos, nos quais os cidadãos estão, justificadamente, muito mais atentos à atuação dos decisores políticos.