Rosália Amorim

Jornalista

Sou jornalista há mais de 20 anos e desde 3 de outubro de 2016 sou Diretora Editorial do Dinheiro Vivo. Antes disso, fui Diretora Executiva da Media Rumo (revista de economia Rumo, jornais Mercado e Vanguarda), que é parceira estratégica da Global Media Group. Fui Coordenadora de Economia do Jornal Expresso, Editora e Coordenadora-Geral da Revista Exame e, em simultâneo, comentadora do Jornal de Economia da SIC Notícias, de 2005 a 2015. Fui Coordenadora da Revista Única do jornal Expresso, Coordenadora da revista Intelligent Life/The Economist e Editora-Chefe da revista VOCÊ SA. Antes, fui jornalista e pivô de informação na Rádio Comercial. Sou autora do livro “O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher” (PrimeBooks, três edições), fui co-autora de “O Livro do Bem-Estar” com Rosa Lobato de Faria (Edimpresa) e fundadora e autora do blogue “Executivos Sem Gravata”, no site do Expresso. Sou licenciada em Relações Internacionais (Universidade Lusíada de Lisboa) e com formações diversas em Economia e Jornalismo pelo INSEAD, FLAD, Cenjor, Euronext Lisbon e Nova Business School. Sou frequentemente convidada como oradora e moderadora de conferências. E adoro contar boas histórias de vida, carreira, gestão e liderança.

Rosália Amorim

O "just do it" pós-confinamento

Há setores que nunca param. O da comunicação social é um deles. Mais do que um negócio empresarial, o jornalismo é uma missão e um serviço público pelo qual nos cabe zelar, enquanto cidadãos. Não é um dever apenas dos profissionais do setor, como eu, mas de todos os portugueses. Por isso, continuamos aqui, todos os dias com os leitores, cumprindo o dever de informar com rigor, transparência e independência. Os números da pandemia de covid não assustam (mas preocupam) os jornalistas, pelo contrário fortalecem a força das redações. E nem o facto de quatro jornalistas terem visto a sua privacidade violada pelo Ministério Público (como se soube esta semana) nos fará baixar os braços.

Rosália Amorim

Fechar mas "de forma inteligente" e com apoios

Faturação zero! É isso que significa um novo fecho para atividades como a restauração e o comércio não alimentar, admitido ontem pelo governo. Por isso, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) está fortemente preocupada, bem como outras confederações e associações representativas destes setores. António Saraiva, presidente da CIP, pede "um confinamento inteligente", desta vez. Sem suporte, ou seja, sem apoios do Estado, estas áreas de atividade mergulharão num estado de agonia ainda mais profundo - do qual nunca saíram verdadeiramente. Pior, depois de mais este fecho - ainda que possa ser limitado -, muitas destas micro, pequenas e médias empresas poderão nunca mais conseguir levantar-se. A crise económica e social irá não só agudizar-se nos próximos meses, como se antevê que venha a ser muito prolongada.

Rosália Amorim

Combater a pobreza de espírito em 2021

Iniciámos o ano novo com a sensação de termos sido abalroados por uma avalanche que durou de março a dezembro. Ao mesmo tempo, brindámos a 2021 com o sabor amargo de não termos tido a oportunidade de reunir a família e os amigos à mesa no tradicional almoço de dia 1 de janeiro (por causa das restrições de circulação, que permanecem pelo menos até dia 7) e o doce sabor e cheiro emanado da boa nova das vacinas. A pouco e pouco, a confiança regressa, a pouco e pouco vamos conseguir reerguer as nossas empresas, valorizar de novos os postos de trabalho e regressar às boas práticas que têm como pilar central a meritocracia.

Rosália Amorim

Uma almofada com nome de formação

A formação voltou a ser uma palavra da moda e na agenda das empresas e dos executivos. Desde os tempos áureos dos fundos europeus, nos anos 90, que a formação não era falada em tantas notícias e citada em tantas entrevistas. Regressa agora ao palco pela mão da crise. Com o desemprego em alta desde março, por causa da pandemia de covid-19, a formação é agora uma arma na garantia de ocupação e de rendimento, mas não nos iludamos: não é emprego real, efetivo, produtivo no imediato. É formação.

Rosália Amorim

Uma carta ao Pai Natal e um balão de oxigénio

A economia já escreveu uma carta ao menino Jesus e outra ao Pai Natal. Mais ajudas, precisam-se! Salvar postos de trabalho e evitar o fecho abrupto de milhares de empresas ainda antes de fechar mais um ano fiscal é determinante para evitar um "exército de desempregados" (expressão de António Costa Silva, consultor do governo e autor do documento que elenca um plano de recuperação para o país) e outros desequilíbrios sociais. Setores como a restauração e a hotelaria vão viver, muito provavelmente, o Natal mais amargo das suas existências.

Rosália Amorim

Tecnologia na saúde é como dinheiro para a economia

De olhos postos num novo estado de emergência que irá entrar porta adentro pelo Natal e Ano Novo, talvez nos tenhamos desfocado um pouco do grande evento tecnológico que, noutros anos e sem pandemia, nos mobilizou até à FIL, no Parque das Nações. Desta vez não foi preciso sair de casa ou do escritório para assistir à Web Summit. Os convidados e os conteúdos mantiveram forte interesse. Mesmo à distância, foi relevante manter este encontro que reúne as tecnológicas e os empreendedores ou fazedores, dos quais se escrevem as histórias, os sucessos e os insucessos há já nove anos, no Dinheiro Vivo.