Rosália Amorim

Jornalista

Sou jornalista há mais de 20 anos e desde 3 de outubro de 2016 sou Diretora Editorial do Dinheiro Vivo. Antes disso, fui Diretora Executiva da Media Rumo (revista de economia Rumo, jornais Mercado e Vanguarda), que é parceira estratégica da Global Media Group. Fui Coordenadora de Economia do Jornal Expresso, Editora e Coordenadora-Geral da Revista Exame e, em simultâneo, comentadora do Jornal de Economia da SIC Notícias, de 2005 a 2015. Fui Coordenadora da Revista Única do jornal Expresso, Coordenadora da revista Intelligent Life/The Economist e Editora-Chefe da revista VOCÊ SA. Antes, fui jornalista e pivô de informação na Rádio Comercial. Sou autora do livro “O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher” (PrimeBooks, três edições), fui co-autora de “O Livro do Bem-Estar” com Rosa Lobato de Faria (Edimpresa) e fundadora e autora do blogue “Executivos Sem Gravata”, no site do Expresso. Sou licenciada em Relações Internacionais (Universidade Lusíada de Lisboa) e com formações diversas em Economia e Jornalismo pelo INSEAD, FLAD, Cenjor, Euronext Lisbon e Nova Business School. Sou frequentemente convidada como oradora e moderadora de conferências. E adoro contar boas histórias de vida, carreira, gestão e liderança.

Rosália Amorim

De artificial não tem nada!

Começa a estar em todo o lado, faz parte das nossas vidas e, na maioria das vezes, nem damos por ela. A inteligência artificial (IA) era, ainda há poucos anos, olhada de lado, como algo demasiado futurista e digna de ser protagonista de uma próxima Guerra das Estrelas. Mas já está bem presente na economia, em múltiplos setores. Da atividade financeira à automóvel, entre tantas outras, é cada vez mais forte. De artificial só tem o nome. É cada vez mais real e o investimento nesta área tem vindo a crescer.

Rosália Amorim

Sair da crise e crescer em 2022, mas não a qualquer preço 

Começam a chegar, a conta-gotas, sinais de recuperação a um país que se encaminha a passos largos para as eleições autárquicas e a uma Europa que se prepara para uma nova liderança no seu maior motor, a Alemanha. No dia 26 os dois momentos coincidem.
Esta semana, a presidente da Comissão Europeia foi uma das protagonistas dessas boas notícias, ao referir que antevê que 19 países da União vão atingir valores pré-pandemia ainda neste ano. A presidente afiança que diferenças face à última crise são "marcantes". Se em 2008 foram precisos oito anos para que o PIB da zona euro recuperasse, desta vez, espera-se que até 2022 todos os Estados-membros se reergam".

Rosália Amorim

Um esforço para a recuperação

Boas notícias na área económica marcam um fim de semana em que o país está de luto pela morte do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Começando pelas exportações, Portugal já vendeu ao estrangeiro quase 1100 milhões a mais do que em 2019. Contas dos primeiros sete meses do ano relativas a exportações de bens no valor aproximado de 36 803 milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 22,2% e de 3,1% comparativamente ao período pré-pandemia. Na prática, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), significa um aumento de 1097 milhões de euros face a julho de 2019 e que confirma a recuperação dos principais setores da economia nacional.

Rosália Amorim

"O que nasce torto, tarde ou nunca se  endireita", já diz o povo

À prova de bala é o mínimo que se exige para os gestores nomeados para o estatal Banco de Fomento. Gerir dinheiros públicos, incluindo o envelope financeiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) exige uma folha de serviço imaculada. Vítor Fernandes não tem condições para assumir a presidência do Banco de Fomento e todo mercado percebeu isso antes mesmo de o governo fazer o anúncio nesse sentido. O ex-gestor do Novo Banco está sob suspeita no âmbito da operação Cartão Vermelho, que envolve Luís Filipe Vieira e o Benfica. Eleger um nome sob suspeita para liderar uma instituía pública seria dar um autêntico tiro no pé.

Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade

"PRR pode reforçar distorções no mercado e criar elefantes brancos"

Pedro Ferraz da Costa, líder do Fórum para a Competitividade, lamenta a falta de visão de futuro e de ambição para o país. E não vê mudança com este governo, preso à esquerda, e sem uma reorganização da direita. Critica o alarmismo na gestão da pandemia e diz que é essencial rever a matriz de risco e dar menos palco a "especialistas". Imprevisibilidade, burocracia e justiça lenta e em constante mudança são "empecilhos à atividade económica".

Rosália Amorim

O incómodo indisfarçável

O tempo voa, já diziam os nossos avós. Nesta pandemia, sentimos isso na pele. Os dias, as semanas, os meses desaparecem debaixo dos nossos pés, quase sem darmos conta. Por vezes, parece que caminhamos sobre uma passadeira rolante (presença habitual nos ginásios), sem sair do mesmo sítio. O cerco à cidade de Lisboa vinca ainda mais esta sensação. Tanta luta, trabalho, sacrifício, abnegação e tudo na mesma ou pior. O cerco à capital pode voltar a colocar um travão na economia e as consequências dessa travagem irão alastrar-se a outras regiões.