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Air Dream College. Uma escola de aviação que aposta na distância

Os três fundadores da Air Dream College. Foto: Direitos Reservados
Os três fundadores da Air Dream College. Foto: Direitos Reservados

É a primeira escola europeia a ser certificada com um curso em b-learning. Startup tem cursos para a aviação civil e para oficial de operações de voo.

Tudo começou com um sonho de Aurélio de Almeida. Esteve na Força Aérea Portuguesa durante muitos anos e, quando passou à situação de reserva, decidiu continuar no ensino em escolas civis de aviação. Algum tempo depois, aliou-se a dois amigos e deu asas ao seu sonho. “Neste momento, há algumas escolas em Portugal, mas sabemos que é um mercado, que o país tem capacidade para abraçar mais escolas destas, pelas condições atmosféricas e pelas capacidades que temos”, conta Aurélio de Almeida, um dos sócios da Air Dream College.

Foi assim que decidiram seguir o sonho de três amigos que estavam seguros de que era possível fazer ainda mais neste mercado. A escola está certificada pela Autoridade Nacional de Aviação Civil há perto de dez meses e ministra cursos da área aeronáutica, dando a chamada formação ATPL, fundamental para se ter habilitação para ser piloto de companhias aéreas civis (tendo depois de fazer formação dentro da própria transportadora aérea, como acontece com todas as outras escolas deste setor). Confere ainda formação para oficial de operações de voo (que trabalha em áreas como planeamento, análise e elaboração de planos de voo). Os alunos deste último curso podem fazê-lo de forma integrada ou em regime de b-learning (que permite o ensino à distância, através da internet, embora requeira também formação presencial).

A Air Dream College é a primeira escola europeia a ser certificada com um curso em b-learning, sendo este um dos elementos distintivos. “O facto de estarmos em Évora, onde temos uma meteorologia que nos permite voar 90% do ano, as aeronaves [que são novas], as pessoas e termos um rácio de instrutores e alunos que é bastante bom distingue-nos. O rácio que é permitido por lei é de seis para um; nós temos de três para um. Só temos turmas de 12 alunos – e isso é uma inovação – para assim haver um contacto mais pessoal com o aluno e uma maior interação. E depois é toda a tecnologia envolvida.”

A formação para oficial de operações de voo conta com 28 alunos e o curso de pilotagem com 24. E vai ser aberta uma nova turma em outubro. A escola conta ter sete aeronaves até ao final deste ano, número que deverá ser elevado para um total de dez até ao fim do ano de 2021.

Antes da pandemia de covid-19, a aviação civil estava em franco crescimento, alimentada pelo crescimento do turismo e exigindo a contratação sucessiva de pilotos. Com a expansão do novo coronavírus à escala mundial, o turismo e a aviação civil são dois dos setores económicos mais afetados. Contudo, há estimativas internacionais que admitem uma recuperação nos próximos anos. E apesar de os cursos formativos serem caros, os salários são tipicamente elevados nesta área. “Estamos a ter procura internacional, mas muito possivelmente só vamos receber alunos internacionais a partir do próximo ano, quando a nossa estrutura estiver toda montada em Évora”, explica ainda o sócio.

A Câmara Municipal de Évora lançou um concurso público para o aeródromo local e a Air Dream College ganhou a concessão de dois espaços onde pretende construir dois hangares.

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