aviação

Londres pondera nacionalizar British Airways

British Airways é a principal companhia aérea do Reino Unido. (EPA/ANDY RAIN)
British Airways é a principal companhia aérea do Reino Unido. (EPA/ANDY RAIN)

As companhias aéreas por toda a Europa estão a registar milhões de euros de prejuízos. Londres pondera nacionalizar parcialmente a British Airways.

A aviação é um dos setores que está a ser fortemente afetado pela propagação do novo coronavírus. Muitas companhias aéreas têm grande parte da sua frota em terra e os prejuízos ascendem a vários milhões de euros, colocando em risco a sobrevivência de várias empresas. O governo britânico estará a estudar meios para poder ajudar as transportadoras britânicas através da compra de participações.

Uma das transportadoras aéreas que poderia ser ajuda pelo Executivo londrino seria a British Airways (BA), que pertence ao grupo IAG (do qual também fazem parte a Iberia, Vueling e Air Lingus), de acordo com o jornal espanhol Expansión. Algumas fontes indicam que a BA estará a perder mais de 200 milhões de euros por semana devido à forte quebra na procura.

A sede da IAG é oficialmente em Espanha, pelo que um resgate da companhia aérea por parte do governo de Boris Johnson seria entrar por um caminho desconhecido. O Financial Times, cita o diário espanhol, avançou que Londres tem em cima da mesa injetar milhões de libras nos cofres da companhia aérea em troca de ações que, posteriormente, vão ser vendidas a investidores privados.

Todavia, este processo não seria simples uma vez que a BA é atualmente uma filial a 100% da IAG. Um outro caminho possível seria uma injeção de capital na British Airways – não na holding. Mas para isso o Executivo britânico exigiria como moeda de troca duras condições, como por exemplo, limite ao pagamento de dividendos à IAG.

As também britânicas Virgin Atlantic e easyJet podem também ser alvo de ajudas estatais. A easyJet anunciou na semana passada que as suas aeronaves, à semelhança do que já anunciaram outras transportadoras aéreas, vão estar praticamente parados a partir de amanhã. “Após os impedimentos dos diversos países, as restrições às viagens e as alterações à forma de viajar com a easyJet, a companhia decidiu suspender os voos da maior parte de sua frota a partir de terça-feira, 24 de março”, adiantou em comunicado.

O CEO da empresa, Johan Lundgren, em comunicado, não esconde que “estes são tempos sem precedentes para o setor aéreo”. “Sabemos o quanto é importante para os clientes chegarem em casa e, portanto, continuamos a operar voos de resgate nos próximos dias para repatriá-los. Reduzir significativamente nosso plano de voo é a coisa certa a ser feita, quando muitos países emitem conselhos a seus cidadãos para não viajarem, a menos que seja essencial e suspensão dos voos também baixa significativamente de custos variáveis enquanto esta situação se justificar”, acrescenta.

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