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Quem é Ramiro Sequeira, o novo presidente da TAP?

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Tem 39 anos e chegou à TAP focado no controlo de custos e dando prioridade à pontualidade. Foi crítico das recentes obras no aeroporto.

Ainda não tem 40 anos, chegou há TAP há dois e antes passara 13 entre Madrid e Barcelona, onde desempenhara funções operacionais no grupo IAG (Iberia e British). E foi o escolhido pelo governo para substituir Antonoaldo Neves como CEO da TAP. Será interino, até o governo ter completado o processo de escolha de um presidente executivo definitivo, que garante ir fazer recorrendo a currículos internacionais e por meio de uma empresa especializada em caça de talentos.

“Entendo que a TAP está num processo de transformação e esta palavra por si mesma tem dois lados – o lado da mudança/incerteza, que deve ser gerido com assertividade e diálogo, e o lado das oportunidades/crescimento, que deve ser vivido com determinação e positivismo. Costumo dizer que os desafios se devem enfrentar com BEM: Bom Senso, Esforço e Metodologia.” Assim respondia Ramiro Sequeira no jornal da TAP, à chegada à companhia aérea, em setembro de 2018, quando se tornou chief operating officer da transportadora aérea portuguesa.

À data, traçava o controlo e custos e a produtividade como pontos a que se propunha estar atento, mas não tinha dúvidas quanto à sua prioridade parra a TAP: ajudar a melhorar os índices de pontualidade. Reconhecia porém que esse problema não era de responsabilidade exclusiva da companhia: “O êxito dependerá de vários fatores/processos e principalmente da coordenação de varias áreas e pessoas. Nesse sentido, é crítico estabelecer um plano claro de melhoria e contar com a colaboração de todos, internamente e externamente – tripulações, handling, manutenção, escritórios, serviços, aeroporto, autoridades, etc.”

O tema do aeroporto foi aliás um cavalo de batalha durante os dois anos de Ramiro como COO da TAP. Já em novembro do ano passado, o responsável criticava as obras de criação de saídas rápidas de pista anunciadas, que obrigaram ao encerramento do aeroporto de noite, e que, na sua perspetiva, não serviria um bem maior. Bem pelo contrário, dizia o agora novo CEO, provocariam constrangimentos assinaláveis, atrasos nos voos e decorrentes prejuízos para a TAP, que apontava para a ordem dos 12 milhões de euros no primeiro semestre de 2020.

“A TAP estima que a perda de receita associada ao período de obras no aeroporto se situe em, pelo menos, 12 milhões de euros, fruto da redução ou eliminação dos voos vendidos com ligação em Lisboa e redução do número de passageiros que voam com a TAP, no âmbito do seu modelo de operação como companhia de hub baseado no Aeroporto Humberto Delgado”, dizia Ramiro Sequeira à Lusa. “Concordamos que tem que haver obra, tem é que haver a obra certa.”

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