aviação

TAP: 300 aderem a programa de licenças sem vencimento

Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens
Fotografia: Adelino Meireles/Global Imagens

A companhia aérea abriu um programa de licenças sem vencimento ao qual 300 funcionários aderiram. Programa passa a ser para seis meses.

O setor da aviação civil é um dos que está a ser mais penalizado pela pandemia do novo coronavírus. A TAP, na sequência de centenas de cancelamentos (tal como acontece com outras companhias aéreas), implementou um conjunto de medidas para tentar minorar os efeitos da propagação do vírus nas suas contas.

Uma das medidas foi a abertura de um programa voluntário de licenças sem vencimento. Fonte da TAP revela que até à última quarta-feira, foram cerca de 300 os trabalhadores que aderiram ao programa. Estas licenças sem vencimento, numa primeira fase, deveriam abranger um período mínimo de 30 dias e máximo de 90 dias, durante os próximos meses de abril, maio e junho. Contudo, a companhia aérea liderada por Antonoaldo Neves alargou o período de vigência das licenças até seis meses.

Na semana passada, a TAP anunciou que ia “reduzir temporariamente”, mas de “forma expressiva”, a sua operação. Desde esta segunda-feira, 23 de março e até 19 de abril, a TAP vai voar, apenas, para 15 dos 90 destinos que operava. Ligará Lisboa a São Paulo, Newark, Boston, Miami e Toronto, no continente americano; Luxemburgo, Genebra, Frankfurt, Londres, Paris e Amesterdão, na Europa; e ao Porto, Funchal, Ponta Delgada e Terceira, em Portugal. São três os voos diários entre Lisboa e Porto, dois para a Madeira, um para São Miguel e três voos semanais para a ilha Terceira. Londres terá quatro ligações semanais e São Paulo três. Os restantes destinos serão servidos com dois voos semanais cada.

Há dias, a TAP confirmou à Lusa que não iam renovar o contrato a prazo com 100 trabalhadores, uma das medidas do plano de contingência implementado pela companhia no âmbito do surto de Covid-19. Mas não se ficam por aqui. Já no início de março, quando anunciou o cancelamento inicial de cerca de mil voos devido à forte quebra da procura, a empresa indicava que ia implementar um leque de medidas como “a suspensão de todos os investimentos não críticos, a revisão e corte de despesas não essenciais para o negócio ou a suspensão de contratações e novas admissões, para além da adequação da oferta à procura”.

A TAP SGPS (que tem empresas participadas como a TAP Air Portugal; a TAPGER, a Portugália, a Aeropar Participações, a TAP Manutenção e Engenharia Brasil, S.A. e Groundforce Portugal) registou prejuízos de 105,6 milhões de euros em 2019. O forte investimento e os custos associados à entrada em operação dos novos aviões ajudam a explicar os prejuízos.

Quanto ao número de funcionários, entre 2015 a 2019, o grupo criou perto de dois mil novos postos de trabalho, passando de 8 615, em 2015, para 10 617 em 2019.

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