aviação

TAP não tem dinheiro para salários de julho

Fotografia: Mário Cruz/EPA
Fotografia: Mário Cruz/EPA

Por mês, a TAP precisa de 53 milhões para salários. Empresa não tem verbas neste momento para fazer face a essa despesa diz o Correio da Manhã.

A ajuda de Estado de até 1,2 mil milhões de euros ainda não começou a chegar ao cofres da TAP. A falta de entendimento entre os acionistas privados da companhia e o Estado não permitem que o dinheiro comece a chegar e companhia aérea não tem, neste momento, dinheiro para pagar os salários de julho aos seus mais de nove mil funcionários, avança esta quarta-feira, o Correio da Manhã. O grupo TAP precisa de mais de 53,5 milhões de euros por mês para pagar salários, de acordo com a mesma fonte.

O Dinheiro Vivo escreve esta quarta-feira que um chumbo dos privados ao plano do governo para garantir o apoio de 1,2 mil milhões à TAP e um dia com representantes do Estado e do consórcio fechados em negociações na assembleia geral extraordinária não foi suficiente para o fumo branco. Para já, o cenário de uma espécie de nacionalização que verdadeiramente não o é parecia o cenário mais provável para resolver o imbróglio TAP.

A solução passará, ao que tudo indica, por o Estado tomar uma posição mais forte na transportadora com a saída do acionista amero-brasileiro David Neeleman, que foi intransigente na recusa às condições do governo – ainda que aceitasse representação pública na comissão executiva.

De acordo com o Expresso, o governo queria que a Azul convertesse o empréstimo de 90 milhões à TAP em capital, mas também que os privados deixassem cair a cláusula que lhes permitiria recuperar cerca de 217 milhões que injetaram na empresa no caso de o Estado reforçar no capital.

Hoje a companhia divide-se entre Estado (50%), trabalhadores (5%) e o consórcio privado (45%) em que Neeleman e Humberto Pedrosa participam em partes iguais. A mudança pode concretizar-se de duas formas: ou o Estado adquire a parte do dono da Azul, assumindo 72,5% do capital e a gestão ao lado do acionista privado português – resta saber em que condições -; ou Pedrosa toma essa fatia (toda ou parte dela). Ou nacionalizar, que parece ser a última hipótese.

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