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TAP. Neeleman aceitará sair da TAP; acordo está nas mãos da Azul

Acionista da TAP David Neeleman durante apresentação dos resultados de 2018 em Lisboa, 22 de março de 2019. NUNO FOX/LUSA
Acionista da TAP David Neeleman durante apresentação dos resultados de 2018 em Lisboa, 22 de março de 2019. NUNO FOX/LUSA

Neeleman estará de saída do consórcio privado da TAP. Mas o acordo estará nas mãos da Azul e na não conversão de um empréstimo em ações da TAP.

O consórcio Atlantic Gateway, os acionistas privados da TAP, deverá sofrer alterações em breve. David Neeleman, um dos sócios desse consórcio em parceria com Humberto Pedrosa, deverá vender a sua participação por 55 milhões de euros, avança o Jornal de Negócios, e sai assim da companhia aérea.

Mas ainda não é claro quem comprará a posição de Neeleman. Tal como já escrevia o Dinheiro Vivo esta manhã, o Estado pode adquirir uma parte da participação, reforçando assim o capital na empresa, ou Humberto Pedrosa pode ficar com essa parcela, ou uma parte da mesma.

Mas se esta questão parece arrumada, há outra que ainda não está fechada. O Estado, segundo o Jornal de Negócios, propôs à companhia aérea Azul – fundada por David Neeleman – não converter uma emissão obrigacionista, no valor de 90 milhões de euros, em ações. É que, se a Azul realizar essa operação, fica com 6% do capital da TAP. O que o Executivo pretende é que o empréstimo se mantenha até 2026, ou seja, que atinja a maturidade. A Azul ainda não terá tomado uma decisão, estando, segundo o jornal, reunida com esse tema em cima da mesa.

O jornal Eco adianta ainda que a Azul tem até amanhã, quinta-feira, para aceitar os termos do acordo. Caso contrário, a possibilidade de nacionalização volta a ficar em cima da mesa.

O que parece certo é que a decisão estará por horas. O primeiro-ministro, numa cerimónia, esta quarta-feira, disse que: “estou certo de que, se não hoje, no limite, nos próximos dias, teremos uma solução final. Mas, se tivesse de apostar, eu diria que hoje será o dia da solução para a TAP, e espero que negociada e por acordo com os nossos sócios privados, e não propriamente com um ato de imposição do Estado”.

Carlos César, presidente do PS, confirmou aos microfones da TSF que as negociações entre o Estado e os acionistas estavam suspensas para “uma última palavra sobre o tema por parte dos sócios privados”.

Mas foi menos taxativo que o chefe de Governo quanto a uma data para anunciar uma solução para a TAP. Defendeu que as negociações não se devem prolongar “indefinidamente” e que se não houver acordo a nacionalização da companhia aérea deve avançar já amanhã.

“Como estamos não podemos, evidentemente, ficar”, disse. “A empresa tem de ser preservada, a nacionalização pura e simples deve ser evitada, devemos procurar reforçar a nossa posição na empresa quer no capital, quer na gestão ao lado e com o capital privado”, indicou. Mas tudo depende do que acontecer nas próximas horas. “Se até ao fim do dia de hoje ou da madrugada de amanhã não concluir essa negociação com os privados, eu acho que o Governo tem de tomar uma decisão”.

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