1100 casas devolvidas: O que os bancos sugerem às famílias que não conseguem pagar dívidas

Casas terão novo IMI
Casas terão novo IMI

Com as famílias cada vez mais em dificuldades para fazer face às suas dívidas, incluindo o pagamento da prestação da casa, há já quem tenha soluções para estes casos. No estudo ” A Actualidade do Sector Imobiliário Residencial – Ajustamentos e desafios” que será apresentado amanhã por Augusto Mateus, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) propõe cinco instrumentos para gestão do incumprimento.

1) “O alargamento dos prazos das operações (até aos máximos de 61 anos de maturidade e 80 anos de idade do mutuário) é utilizado quando o cliente não demonstra capacidade para pagar o valor das prestações, mas tem capacidade para depositar outro valor mais reduzido, permitindo, geralmente, uma redução significativa do encargo mensal”.

2) O período de carência de capital (até 12 meses) pode, ou não, conjugar-se com outras alterações, e gere, sobretudo, reduções significativas de rendimentos dos clientes por motivos transitórios (como situações de desemprego ou doença a inverter no curto/médio prazo), assegurando-se apenas o pagamento dos juros;

3) O diferimento de parte do capital (até 30% para o final do prazo) é o recurso para reduzir o valor das prestações, quase sempre utilizado em conjugação com outras alterações, e quando se perspectiva, a prazo, um aumento gradual dos rendimentos auferidos pelo cliente;

4) A alteração da data de cobrança da prestação, é uma nova funcionalidade da CGD, através da qual e a pedido dos clientes, é alterada a data de cobrança das prestações, para o melhor momento de crédito de fundos (vencimentos, rendas, pensões, etc.), assegurando a existência de saldo em conta para pagamento do crédito à habitação;

5) O Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (FIIAH) envolve a substituição do contrato de crédito à habitação própria permanente por um contrato de arrendamento, sempre que a mesma permita reduzir substancialmente os encargos com a habitação e nela permanecer com direito a opção de compra. A solução é adoptada quando o encargo com a renda se afigura mais consentâneo com a capacidade do cliente, tendo-se em consideração na comparação não apenas o valor prestacional, mas também o desaparecimento dos encargos inerentes à condição de proprietário (v.g. seguros, obrigações fiscais, despesas de condomínio, manutenção, etc.).

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