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Bankinter prevê crescer 30% em Portugal em 2018

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Há dois anos em Portugal, o Bankinter visa aumentar os seus resultados antes de impostos em 30% em 2018 e ser um banco de referência.

No dia 1 de abril o Bankinter comemorou o seu segundo aniversário em Portugal. Enquanto outros bancos têm deixado o país ou reduzido as suas operações, o Bankinter decidiu continua a apostar no mercado português e captar clientes. Em 2018, prevê voltar a crescer e antecipa resultados antes de impostos na ordem dos 40,3 milhões de euros, um aumento de 30% face a 2017. Em três anos, o objetivo é representar 10% dos resultados do grupo espanhol. “O Bankinter acreditou que o mercado português tinha potencial, que a economia portuguesa estava a crescer e iria evoluir bem nos próximos anos, e continuamos a pensar isso”, disse Alberto Ramos, diretor-geral do banco em Portugal.

O Bankinter entrou no país através da compra das operações de retalho do Barclays, muito concentradas no negócio dirigido a particulares. Agora, o Bankinter quer equilibrar a balança entre particulares e empresas e tem vindo a reforçar a aposta e os recursos no desenvolvimento deste segmento. “Está na altura de assumirmos uma ambição maior no mercado de empresas”, afirmou Alberto Ramos. Por isso, dos cerca de 2.000 milhões de crédito que o banco pretende conceder em Portugal em 2018, dois terços desse montante será destinado às empresas. Em 2017, a produção de crédito do banco superou os 1300 milhões de euros. “Em Espanha, a banca de empresas é a unidade mais relevante, a maior geradora de negócios e resultados para o grupo. Em Portugal isso não acontece”, disse.

No âmbito desta estratégia, o Bankinter abriu recentemente dois centros de negócios, passando a ter seis deste postos de atendimento a empresas. Além disso, na sua rede de 81 balcões, colocou gestores dedicados de negócios.

Mas não fica esquecido o segmento de particulares: no total, entre empresas e particulares, o Bankinter quer captar 25 mil novos clientes este ano em Portugal. No ano passado, o banco captou 17 mil clientes no mercado português. No final de 2017, detinha quase 150 mil clientes particulares e 20 mil empresas.

Atento a oportunidades

Se o objetivo do banco em Portugal é continuar a crescer por via orgânica, não está descartada uma eventual aquisição. “Olhamos para oportunidades mas o foco continua a ser no crescimento orgânico”, afirmou Alberto Ramos. Frisou que “uma aquisição causa sempre muita distração” e que o banco prefere manter-se forcado no “seu caminho”. A entrada em Portugal foi, de resto, a primeira aquisição de dimensão do grupo.

A estratégia vai passar pelo desenvolvimento das ofertas e ferramentas disponíveis para os seus clientes. O Bankinter opera em Portugal na área da banca a particulares e empresas, seguros e crédito ao consumo. Algumas áreas, como a de private banking, vai ter reforço de equipas para potenciar o crescimento. A meta é continuar a apanhar a boleia do crescimento da economia portuguesa e melhoria das condições para o investimento.

Na sua aposta no mercado português, o Bankinter quer-se diferenciar com uma oferta no crédito à habitação e uma conta ordenado inovadora. No crédito à habitação, o banco emprestou 464 milhões de euros em 2017, o que correspondeu a 5,7% de quota de mercado. No total, a carteira de crédito à habitação do banco atingiu os 3.741 milhões de euros no final de 2017. E a ideia é continuar a ter ofertas diferenciadoras face à concorrência.

A aposta nas plataformas digitais – internet e móvel – vai continuar. “Estamos a passar para uma lógica em que se capta negócio e se fazem vendas através de plataformas digitais”, indicou o responsável do Bankinter. Mas não implicará novos cortes de pessoal, depois de saídas nos últimos dois anos que culminou com a redução de 50 trabalhadores em 2017.

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