Resolução

Bruxelas decide que não vai compensar os lesados do Popular

Antes de tomar uma decisão final sobre a necessidade de conceder uma compensação, o SRB vai aguardar pelo fim do procedimento 'Direito a ser ouvido'.

O Conselho Único de Resolução decidiu, de forma preliminar, não compensar os acionistas e detentores de dívida do Banco Popular.

“Antes do Conselho Único de Resolução (Single Resolution Board, com a sigla SRB, em inglês) tomar uma decisão final sobre a necessidade de conceder uma compensação, o SRB vai lançar o procedimento ‘Direito a ser ouvido'”, refere o SRB num comunicado divulgado esta segunda-feira.

A fase de registo para o procedimento vai permanecer aberta até às 12H00 do dia 14 de setembro, hora de Bruxelas.

O Banco Popular foi alvo de uma medida de resolução em junho de 2017, o que resultou em perdas para acionistas e detentores de dívida subordinada. Bruxelas forçou, na altura, a venda do banco espanhol ao Santander por um euro.

A decisão preliminar do SRB é baseada no relatório Valuation 3′, que é hoje divulgada na sua versão não confidencial.

O SRB explica que segundo o enquadramento da resolução, o relatório ‘Valuation 3’ determina se os acionistas e credores afetados teriam sido favorecidos se o banco tivesse sido liquidado. Este relatório foi elaborado pela Deloitte.

Investidores contestaram a decisão adotada pelo SRB de fazer um write off das ações do Popular bem como de obrigações que totalizavam dois mil milhões de euros. A decisão foi adotada com base numa avaliação da consultora Deloitte, que avaliou o banco entre os 1,3 mil milhões de euros e um valor negativo de 8,2 mil milhões de euros.

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