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CEO do Santander em Portugal prevê quebra de rentabilidade na banca

O CEO do banco Santander, Pedro Castro e Almeida . Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA
O CEO do banco Santander, Pedro Castro e Almeida . Fotografia: MIGUEL A. LOPES/LUSA

"Macroeconomia, regulação, concorrência e taxas de juro vão condicionar muitíssimo os resultados dos bancos europeus", disse Pedro Castro e Almeida.

Pedro Castro e Almeida, presidente executivo do Santander em Portugal, alertou esta quarta-feira que a banca em Portugal e no resto da Europa vai ser menos rentável nos próximos três anos, devido às taxas de juro negativas, abrandamento do crescimento económico, pressão regulatória e maior concorrência.

“Vamos ver uma banca europeia com muito menos rentabilidade”, disse o banqueiro na conferência de apresentação dos resultados do banco.

“Macroeconomia, regulação, concorrência e taxas de juro vão condicionar muitíssimo os resultados dos bancos europeus”, adiantou.

“A banca europeia, neste momento, sem o impacto das taxas de juro negativas, está com rentabilidade de 7% a 8%, incluindo a banca portuguesa. Tendo em conta que o custo do capital está na casa dos 10%,percebe-se a performance bolsista dos bancos europeus”, disse, frisando que a banca tem “uma rentabilidade inferior ao seu custo de capital e que “a situação claramente não vai melhorar”.

Pedro Castro e Almeida explicou que a expectativa anterior era de que no final deste ano as taxas de juro fossem de zero. Nesse cenário, a previsão era de que “iam aumentar os resultados por ano entre a 100 a 150 milhões de euros só por esse efeito”, o que já não se vai verificar. “Por cada 10 pontos base que a Euribor está negativa ao que era anteriormente, há um impacto de 25 a 30 milhões de euros para um banco desta dimensão”, afirmou o banqueiro.

Atualizada às 17H55

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