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Mutualista: O Banco Montepio “é uma entidade estratégica”

Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens
Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

O presidente da Associação Mutualista Montepio admite a venda parcial dos ativos na área dos seguros mas não no curto prazo.

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Virgílio Lima, afastou esta quarta-feira a possível venda do Banco Montepio, bem como a entrada de um novo acionista no seu capital.

“Será importante que tenhamos sempre o controlo efetivo (do banco)”, disse Virgílio Lima num encontro com jornalistas, esta manhã, na sede da Associação Mutualista, em Lisboa.

“O banco é uma entidade estratégica”, destacou, lembrando que o Montepio e a Associação Mutualista têm “ligações profundas” e sinergias.

Admitiu que o banco pode vir “a ter alguns parceiros estratégicos” mas mantendo a Associação o controlo do Montepio. A eventual entrada em bolsa, também e posta de parte.

“Se há um novo acionista que entre com significativa posição (no capital do banco), naturalmente que irá querer ter intervenção na gestão”, apontou. Sublinhou que, nesse caso, não haveria “tanto a lógica de proteção do associado, passaria a ter uma lógica mais de capital”.

“Para o banco, entendemos que essa presença de capital não deverá fazer-se em termos do próprio banco”, disse.

Lembrou que o Montepio conta com 36 novos acionistas da área social, que têm uma reduzida expressão no capital do banco.

Apontou que a Associação reforçou em 50 milhões de euros o capital do Montepio em 2020 e que “não se esperam necessidades acrescidas neste exercício”.

A Fitch baixou ontem o rating de risco de longo prazo do banco em dois níveis e colocou as perspetivas do Montepio (outlook) em ‘negativo’ devido à deterioração de capital e às fracas perspetivas de negócio. A agência de notação baixou o rating Montepio de ‘B+’ para ‘B-‘.

Já na área dos seguros, Virgílio Lima admite que possa ser vendida parcialmente no futuro. “Os ativos seguradores, podemos efetivamente vender parcialmente e ter contratos de distribuição, mas isso não está no nosso horizonte imediato”, frisou. O Grupo Montepio é dono da companhia de seguros Lusitânia.

Atualizada às 12H00 com mais informação

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