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365 mil novos processos por incumprimento de crédito

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal

O número de contratos de crédito à habitação e ao consumo em incumprimento aumentou 5% no primeiro semestre deste ano face ao último semestre do ano passado, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

De acordo com a Sinopse de Atividades de Supervisão Comportamental do banco central, as instituições de crédito iniciaram, entre janeiro e junho, 365 091 processos de Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI).

Nesse período, verificou-se um aumento dos processos de PERSI concluídos com a regularização do incumprimento no segmento do crédito à habitação e outros créditos hipotecários, de 59% para 62,9%, enquanto em relação ao crédito ao consumo se registou uma queda de 44,9% para 38,4%. A maioria dos processos (94%) foi regularizada com o pagamento dos montantes em mora, tendo a renegociação continuado a ser “o principal procedimento utilizado numa situação de acordo entre as partes”, refere o documento.

O regime extraordinário de regularização criado para o crédito à habitação em caso de desemprego, por exemplo, recebeu apenas 295 requerimentos, menos 16,2% do que no último semestre do ano passado. Destes, 221 processos foram indeferidos (75%), principalmente devido à falta da entrega dos documentos necessários para aceder àquele regime extraordinário. Dos 47 processos concluídos, cerca de 32% foram alvo de um acordo para a regularização do incumprimento.

Ao longo do primeiro semestre, o Banco de Portugal recebeu 397 reclamações relativas aos regimes do incumprimento, das quais 98% sobre o regime geral.

Queixas dos clientes bancários diminuem

O Banco de Portugal recebeu 6602 reclamações contra instituições bancárias no primeiro semestre, numa média de 1100 queixas de clientes por mês, menos 7% do que a média mensal de 2014.

Quase um terço das queixas referiu-se a contas de depósito, com um aumento de 6,3% da média mensal, enquanto a média mensal de reclamações sobre crédito à habitação e ao consumo caiu 4,7% e 12,9%, respetivamente.

O Montepio foi o banco com mais queixas no crédito ao consumo.

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