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BNU lucra mais 40% e atenua prejuízos do Grupo CGD

Pedro Cardoso, CEO do BNU, em Macau.  Fotografia: Direitos reservados
Pedro Cardoso, CEO do BNU, em Macau. Fotografia: Direitos reservados

O BNU está em Macau e também emite moeda. Os seus depósitos representam 34% da área internacional da Caixa.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um prejuízo de 171 milhões de euros em 2015. No entanto, olhando bem para as contas do banco público, há uma unidade que contraria o quadro geral. Chama-se Banco Nacional Ultramarino (BNU) e está sediada em Macau. Os seus lucros cresceram 40% no ano passado, de 41,9 milhões de euros, em 2014, para 58,8 milhões de euros.

Segundo Pedro Cardoso, administrador executivo (CEO) do banco, ao longo dos últimos três anos, o contributo do BNU para os resultados líquidos da CGD aumentou em 126%, sendo 91% derivado do crescimento dos resultados em moeda local e o remanescente devido à depreciação do euro face à pataca. Os depósitos e o crédito a clientes representaram, respetivamente, 34% e 20% da totalidade da área internacional do Grupo CGD. Face aos dados globais da CGD – áreas doméstica e internacional em conjunto -, os depósitos no BNU representam mais de 8% e o crédito cerca de 5%. Este banco tem 213 mil clientes, aproximadamente 1/3 da população total de Macau.

Edifício do BNU, em Macau. Fotografia: Direitos reservados

Edifício do BNU, em Macau. Fotografia: Direitos reservados

Um dos factos mais curiosos relaciona-se com o estatuto do banco no território. O BNU está presente desde há 114 anos em Macau. Foi inicialmente estabelecido como uma sucursal. Em 2001, em simultâneo com a fusão do BNU com a CGD, a unidade em Macau passou a ser um banco de direito local, cujo único acionista é, até ao presente, o Grupo CGD. Para além de banco comercial, o BNU é em, conjunto com o Banco da China, uma entidade emissora da pataca, função que iniciou em 1906.

“Para mim, como português, é uma grande honra fazer parte da equipa de um dos principais bancos de matriz estrangeira a operar na China e do único emissor de moeda neste país com um acionista domiciliado na Zona Euro”, afirma Pedro Cardoso, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Há projetos para o futuro? “Devemos terminar 2016 com uma rede de 20 agências em Macau. No final deste ano ou no inicio do próximo, iremos abrir uma agência em Hengqin, na Província de Guangdong”, explica Pedro Cardoso.

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