assembleia-geral

Acionistas do BCP decidem hoje fusão de ações

Assembleia-geral também leva a votação a possibilidade do banco avançar com um aumento de capital sem direito de preferência para os accionistas.

Os acionistas do Millennium BCP vão hoje decidir, em assembleia-geral marcada para as 14h30, se aprovam a fusão de ações, para aumentar o valor unitário de cada ação – ‘reverse stock split’ – e o fim do direito de preferência dos acionistas para eventuais aumentos de capital.

A expectativa é que o encontro entre acionistas seja longo – a convocatória da assembleia-geral conta com 10 pontos na ordem de trabalhos – e que levante polémica, sobretudo no que diz respeito ao ponto 8 e ao ponto 10.

O ponto 10 da agenda prevê a fusão de ações do banco, numa altura em que as ações do banco valem perto de quatro cêntimos. A proposta prevê fundir 193 ações do banco numa só, o que elevaria o valor dos títulos para 7,2954 euros. Segundo a convocatória, publicada na Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM), a lógica é que “o número de ações a atribuir seja objeto de arredondamento por defeito para o número inteiro de ações mais próximo”.

O BCP defende esta operação por considerar que o valor unitário dos títulos “penaliza a mensagem de banco líder e sociedade de referência para o investimento em Portugal”.

Os acionistas vão também votar o fim do direito de preferência em casos de aumento de capital que ocorram nos próximos três anos, no montante máximo de 20% da capitalização bolsista. O ponto 8 da ordem de trabalhos prevê a “renovação da autorização” para o Conselho de Administração deliberar aumentos de capital e ainda “a supressão do direito de preferência dos acionistas em aumento ou aumentos de capital a deliberar, por uma ou mais vezes, pelo Conselho de Administração durante um prazo máximo de três anos, num montante global máximo correspondente a 20% do montante total do capital social existente na data da deliberação”.

O banco liderado por Nuno Amado justifica a proposta com a “elevada volatilidade e instabilidade dos mercados financeiros”. Assim, “pode fazer toda a diferença o estar ou não uma instituição em condições de aproveitar e concretizar com prontidão uma eventual disponibilidade de investimento por parte de investidores qualificados ou institucionais”.

O mercado está a olhar para este autorização como um abrir a porta à entrada de novos acionistas. O BCP quer avançar com um aumento de capital de 500 milhões de euros, que pode ser realizado através da entrada de um novo investidor.

O BCP ainda poderá levar a esta assembleia-geral a desblindagem dos estatutos do banco, que estão blindados a 20%. Ontem foi publicado o diploma que facilita esta desblindagem e, caso o fim das limitações seja aprovado, os acionistas podem querer aumentar a sua participação já que os direitos de voto deixam de estar limitados a 20%.

Os restantes pontos da ordem de trabalhos incluem a aprovação do relatório de gestão e as contas do banco, a distribuição de resultados, a fiscalização da sociedade, escolha do auditor externo e aquisição e alienação de ações próprias.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

António Mexia, CEO da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

Saída de clientes da EDP já supera as entradas

Outros conteúdos GMG
Acionistas do BCP decidem hoje fusão de ações