Resultados

Lucros do Santander Totta disparam 89,5%

António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta
António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta

O presidente do Santander Totta garante que a integração do Banif está a decorrer "dentro dos objetivos".

Os lucros do Santander cresceram 89,5% para 196,2 milhões de euros, anunciou hoje António Vieira Monteiro, presidente do banco.

“Já não é a primeira vez que temos aumentos destes montantes e deve-se fundamentalmente a atividade do banco, nas comissões e aos ativos que temos em carteira e fomos vendendo”, nomeadamente a dívida pública, disse Vieira Monteiro.

“Temos um banco forte do ponto de vista de capital, uma posição confortável de liquidez e cada vez mais com ativos que nos permitem aceder ao BCE em qualquer momento e em valores bastante elevados”, afirmou Vieira Monteiro, lembrando ainda o apoio do Santander “à sociedade e às empresas portuguesas e enfrentar o futuro cada vez com mais esperança e confiança”.

“Temos todas as condições para cumprirmos os objetivos”.

A margem financeira atingiu 368,9 milhões de euros, um aumento de 30,2%.

O crédito a empresas aumentou 1,2% no trimestre e os depósitos cresceram 2,5% para 1,4 milhões de euros. No crédito à habitação o Santander atingiu um “máximo histórico” subindo 16,3% face ao ano anterior. O crédito total a particulares aumentou 16,9%.

“A confiança tem vindo a aumentar”, justificou Vieira Monteiro relativamente a estes números. “No crédito à habitação, do ano passado para este ano o crescimento foi mais de 66%”, numa carteira que inclui os clientes do Banif, que o Santander comprou no âmbito da resolução ao banco por 150 milhões de euros.

O Santander Totta fechou junho com um rácio ‘common equity tier 1’ de 15,4%, apesar de o banco referir o “impacto negativo da aquisição dos ativos e passivos do ex-Banif”. O rácio ‘full implemented’ foi de 14,9%.

Nos rácios de crédito vencido, o banco diz que houve uma estabilização ou ligeira subida, para 4,21%, devido à incorporação de atividade do Banif. Os rácios de crédito com incumprimento e de crédito em risco aumentaram para 4,37% e 6,92%, respetivamente.

As imparidades e provisões líquidas foram de 53,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, abaixo dos 65,7 milhões de euros colocados nessa rubrica no período homólogo do ano passado.

Integração do Banif “dentro dos objetivos”

Questionado, Vieira Monteiro garantiu que “a integração dos ativos do Banif está a desenvolver-se sem problemas de maior naquilo que são os nossos objetivos e os nossos prazos”, disse Vieira Monteiro. A integração do Banif, contudo, levou os custos em cerca de 20%, apesar do rácio de eficiência ter melhorado em 6,1 pontos percentuais.

O banco ainda está a avaliar os ativos do Banif e a sua carteira de crédito, disse Manuel Preto, administrador financeiro. No primeiro trimestre o impacto do banco no Santander era de um milhão de euros mas já não é possível fazer essa separação, porque os resultados já estão contabilisticamente integrados.

“Os ativos e passivos que vieram do Banif representam cerca de 20% da carteira do Santander, a integração contabilística está feita”, pelo que já não é possível separar o que vem de cada lado. Contudo, o impacto do Banif é pequeno, referiu Vieira Monteiro.

Questionado sobre se a redução das provisões e se aqui se incluía o que encontraram no Banif, afirmou apenas que “relativamente ao que encontrámos não há grande alteração face ao que já dissemos anteriormente. Tendo em atenção o montante de provisões que já tínhamos realizado não precisámos de realizar tantas provisões.”

Já sobre o produto de obrigações subordinadas lançado para os lesados do Banif, Vieira Monteiro fez saber que o produto já tinha algumas subscrições e que este período decorre até 30 de setembro. E lembrou que o Santander não tinha qualquer obrigação legal para lançar este produto e o fez “para efeitos de diminuir algum prejuízo que os nossos clientes [ex-Banif] têm”.

(atualizada às 13h54 com mais informação)

 

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Galamba. “Atirar moeda ao ar para escolher entre projetos solares é errado”

Fotografia: Gerardo Santos / Global Imagens

Galamba. “Atirar moeda ao ar para escolher entre projetos solares é errado”

Fotografia: Britain, May 24, 2019. Fotorafia: REUTERS/Hannah McKay

Theresa May demite-se e deixa Downing Street a 7 de junho

Outros conteúdos GMG
Lucros do Santander Totta disparam 89,5%