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Acionista do Popular avança com recurso contra resolução

Santander absorveu Banco Popular. Fotografia: REUTERS/Juan Medina
Santander absorveu Banco Popular. Fotografia: REUTERS/Juan Medina

Vários ex-administradores do Popular já estão a contratar batalhões de advogados para se defenderem de terem aprovado contas e aumentos de capital

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) admitiu a entrada de um novo recurso contra a decisão de resolver o Banco Popular e entregá-lo ao Grupo Santander. O recurso agora apresentado foi interposto pelo Sindicato de Acionistas do Popular, o maior acionista do banco espanhol.

Além do avanço para o TJUE, este grupo de investidores também já abriu um processo em Espanha contra o FROB – Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária -, a entidade responsável pela execução das ordens do Single Resolution Board (SRB), braço do Mecanismo Único de Resolução.

De acordo com as informações avançadas pelo “Expansión“, nem todos os acionistas integrados no Sindicato estão refletidos no recurso entregue ao TJUE, com o diário a apontar que o recurso foi entregue por cerca de 6% do capital do Popular, isto quando o Sindicato é dono de 9,6%. Este grupo de acionistas do Popular inclui “as famílias tradicionais fundadores do banco, a maioria membros do Opus Dei, e antigos empregados”, especifica.

Apesar de não exigirem de momento uma indemnização pela decisão de resolver o Popular – caminho que consideram “desproporcionado” -, os queixosos reservam-se ao direito de exigir uma compensação futura, quando for disponibilizada mais informação sobre os contornos da resolução.

Além das ações que já correm em tribunal, o “Expansión” dá igualmente conta de que vários ex-administradores do Popular já começaram a ‘investir’ forte em grandes equipas legais, de modo a defenderem-se com unhas e dentes caso algum investidor avance com ações penais por terem aprovado as contas do banco, tal como os aumentos de capital de 2016, que provocaram perdas recorde.

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