AG do BCP

Acionistas do BCP aprovam dividendos e compensação de trabalhadores

Acionistas do Millennium BCP à chegada para a assembleia-geral anual, nas instalações do banco no Taguspark, em Oeiras, 22 de maio de 2019. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
Acionistas do Millennium BCP à chegada para a assembleia-geral anual, nas instalações do banco no Taguspark, em Oeiras, 22 de maio de 2019. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Todas as propostas submetidas à AG foram aprovadas com quase 100% dos votos. A reunião, marcada para as 14H30, terminou por volta das 18H00.

Os acionistas do Millennium bcp, reunidos esta quarta-feira em Assembleia Geral (AG) anual, deram ‘luz verde’ ao ao pagamento de dividendos e ao plano de compensação dos trabalhadores.

As propostas, definidas no ponto 2 da ordem dos trabalhos da AG, foram aprovadas por 99,98% dos acionistas presentes na reunião. A AG arrancou com 64,5% do capital representado.

A administração propôs a distribuição de 30 milhões de euros em dividendos, uma estreia depois de oito anos de seca, e um plano de compensação de trabalhadores da ordem dos 12,6 milhões de euros, relativo aos anos de crise em que os salários foram alvo de cortes.

Todas as propostas submetidas à AG foram aprovadas com quase 100% dos votos. A reunião, marcada para as 14H30, terminou por volta das 18H00.

A AG foi marcada por uma manifestação de trabalhadores e sindicatos para pressionar os acionistas a aprovar o plano de compensação. O BCP tinha 7.262 trabalhadores em Portugal no final de março.

A reunião tem 11 pontos na sua ordem de trabalhos, incluindo o primeiro, relativo às contas anuais, que foi aprovado com 100% dos votos.

O ponto três da reunião, relativo à apreciação geral da administração e órgãos de fiscalização do banco, foi aprovado com 99,88% dos votos. O ponto quatro, referente à política de remuneração dos órgãos de gestão e de fiscalização, foi aprovado com 99,38% dos votos. Quanto ao ponto cinco, sobre uma alteração dos estatutos do banco, foi aprovado com 99,98% dos votos.

O ponto seis foi aprovado com 99,97% dos votos e é relativo à nomeação de Fernando Lima – ex-administrador do BPI – como novo membro do conselho de administração e da comissão de auditoria do banco.

A nomeação de Cidália da Mota Lopes para presidente da comissão de auditoria – o ponto sete da AG – foi aprovada com 99,79% dos votos presentes.

A nomeação de Nuno Alves – ex-quadro do BCP e ex-administrador financeiro da EDP – para o conselho de remunerações e previdência – o ponto oito da AG – foi aprovada com 99,79% dos votos.

A Deloitte foi reconduzida como revisor oficial de contas – para o período 2019-2020 – e como auditor externo do BCP com cerca de 99% dos votos.

O BCP é detido em cerca de 27% pelo grupo chinês Fosun, que é o maior acionista do banco, seguindo-se a petrolífera angolana Sonangol com 19%. A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, tem cerca de 2,8% do banco e a EDP 2,1%.

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