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António Costa: BPI ainda pode encontrar soluções que evitem multas do BCE

António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: Gonçalo Delgado/Global Imagens
António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: Gonçalo Delgado/Global Imagens

Primeiro-ministro lamenta rompimento das negociações entre CaixaBank e Santoro relativamente ao BPI. Mas confia que banco evitará sanções do BCE

O primeiro-ministro António Costa comentou este domingo à tarde que confia na administração e nos acionistas do BPI para “encontrar soluções que poupem o banco a sanções” do Banco Central Europeu. O governante admitiu porém que com o rompimento do acordo entre CaixaBank e Santoro o caso agora “já transcende a possibilidade do governo ter qualquer intervenção útil no mesmo”.

“O prazo limite fixado pelo Banco Central Europeu era 10 de abril e até agora o BCE não aplicou qualquer tipo de sanção [ao BPI] pelo que estou convicto que se todos agirem com prontidão, nas condições existentes, acho que se podem encontrar soluções que poupem as sanções”, disse aos jornalistas presentes no aeroporto da Portela.

Questionado sobre em que posição fica o executivo depois de ter tentado intermediar um acordo que caiu nas últimas horas, António Costa apontou que o papel do governo “foi cumprido”. Este papel, disse, era assegurar “que as partes retomassem… de criar um contexto para que as partes se pudessem sentar à mesa a falar depois de muito tempo sem negociação”.

No entender do PM, a intervenção do governo foi até “bastante construtiva”, já que “permitiu anunciar um acordo”. Porém, “de lá para cá as condições alteraram-se e o acordo não se confirmou”. E admitiu: “Neste momento transcende já a possibilidade de o governo puder ter qualquer tipo de intervenção útil. Congratulámos quando o acordo foi feito e agora lamentamos que não se tenha confirmado.”

Futuro

António Costa manifestou ainda “confiança” que administradores e acionistas do BPI serão capazes de tomar “as decisões necessárias para dar cumprimento às decisões do supervisor europeu sem perturbar excessivamente a instituição” sem que “haja lugar a aplicação da sanção”.

O BPI tinha até 10 de abril para separar o seu balanço grande parte da exposição ao mercado angolano, assente sobretudo na operação do Banco Fomento Angola (BFA), detido em 50,1% pelo banco de Fernando Ulrich.

Em termos genéricos, o acordo que estava a ser gizado entre o CaixaBank e a Santoro previa a saída desta última do capital do BPI, ficando em troca com a maioria do BFA.

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