Futuro da Banca

António Costa pede decisões rápidas da Europa para a banca

António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: António Cotrim/Lusa
António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: António Cotrim/Lusa

O primeiro-ministro afirma que é urgente que a Europa, o Banco de Portugal e o governo atuem "prontamente" para eliminar todas as "incertezas"

O primeiro-ministro considerou hoje urgente que instituições europeias, Banco de Portugal e Governo atuem “prontamente” para eliminar todas as “incertezas” relativamente ao sistema financeiro e aludiu a Estados-membros europeus que não estão a assumir estes problemas.

António Costa falava num almoço com empresários da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Espanhola, numa intervenção em que defendeu que uma das primeiras prioridades na atual conjuntura passa por “eliminar as incertezas relativamente à real situação do sistema financeiro – incertezas que vão minando a confiança no sistema e a limitar a capacidade de crescimento da economia”.

“Por isso, é fundamental que Governo, Banco de Portugal e instituições europeias respondam prontamente de forma a concluir este processo e a contribuir para que todas as instituições se sintam sólidas e sejam percecionadas pelos mercados como sólidas”, declarou o líder do executivo.

António Costa disse depois que o seu Governo “está fortemente empenhado na estabilização do sistema financeiro”.

“Só um sistema financeiro sólido e forte terá capacidade de financiar a economia e de transmitir à economia real as condições de política monetária únicas que têm vindo a ser proporcionadas pelo Banco Central Europeu (BCE)”, sustentou.

A seguir, o primeiro-ministro deixou uma nota de preocupação em relação a Estados-membros europeus, que não identificou, que poderão estar a não assumir a existência de problemas nos respetivos sistemas financeiros.

“O problema que existe é comum ao sistema financeiro da Europa. Só esperamos que a sua não assunção em outros Estados-membros não venha a prejudicar o conjunto da economia europeia”, advertiu, numa alusão que alguns dos presentes interpretaram como sendo dirigida à Alemanha.

Neste ponto relativamente à banca, o primeiro-ministro criticou indiretamente o passado anterior à entrada em funções do seu executivo, dizendo que este tipo de problemas “não se escondem, mas enfrentam-se para poderem ser resolvidos”.

Perante uma plateia de empresários portugueses e espanhóis, António Costa relacionou a “ocultação” dos problemas no setor financeiro com a necessidade de “se encenar uma saída limpa” de Portugal do Programa de Apoio Económico e Financeiro (PAEF) em maio de 2014.

“Não há hoje um problema novo com o nosso sistema financeiro, mas o que há de novo é a verdade com que os problemas que existiam são agora assumidos e têm de ser enfrentados. O Governo reconhece que os problemas existem e está aqui para os resolver – e esta á a atitude necessária em Portugal, mas também na Europa”, frisou o primeiro-ministro.

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