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Domingues: CGD precisa de reduzir 2200 colaboradores até 2020

Domingues detalha que o plano de capitalização prevê resultados positivos já em 2017 e que, até 2020, CGD deve conseguir um resultado de 700 milhões

O plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) prevê uma redução de 2200 colaboradores até 2020, avançou esta manhã António Domingues, ex-presidente do banco público e o responsável pelo plano de reforço de capitais da CGD aprovado por Bruxelas.

A audição de António Domingues decorre na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), depois de um requerimento do PS. O regresso do ex-CEO da CGD à comissão de inquérito sobre o banco público foi chumbado pelos partidos mais à esquerda por ter sido considerado que a CPI apresenta mais condicionalismos que a presença na COFMA, onde o objeto da audição pode ser mais abrangente.

Aos deputados, António Domingues esclareceu que desde que entrou no banco a sua equipa de gestão esteve a trabalhar na readaptação do plano de recapitalização, “em função da realidade e da utilização de informação da CGD e com as equipas da CGD”. Esta readaptação decorreu até 11 de novembro, explicou. O plano foi então reenviado a Bruxelas e novamente aprovado.

Sobre o plano propriamente dito, Domingues reafirmou que considera o mesmo verosímil e detalhou que este prevê “uma redução de custos nos próximos 5 anos, uma parte da qual através da redução de pessoas. Deve precisar de reduzir 2200 colaboradores até 2020”.

Apesar do número ser elevado, o ex-CEO garante que o programa será suave em termos de impacto, já que grande parte das saídas vão ocorrer através de reformas e outra parte pela venda de ativos.

Sobre os resultados do plano, Domingues apontou que o mesmo deve trazer resultados positivos já em 2017, na ordem dos 200 milhões, sublinhando que até 2020, e num cenário conservador, o plano estima que a CGD consiga um resultado de 700 milhões de euros, o que lhe permitirá dar retorno ao acionista.

Também Mário Centeno, ministro das Finanças, já foi “convocado” para marcar presença na COFMA, o que deve ocorrer na próxima semana. Ainda assim, o ministro abordou também hoje, em entrevista ao DN e à TSF, a polémica da passagem de Domingues pela CGD, mais precisamente a recusa do mesmo em assegurar o cargo até à entrada de Paulo Macedo.

“O procedimento que foi apresentado ao Dr. António Domingues foi aplicar o procedimento que já no verão tinha sido utilizado com a extensão por um mês do mandato da administração da Caixa Geral de Depósitos naquele momento. Foi exatamente esse o procedimento que foi apresentado, o enquadramento jurídico que está em vigor é conhecido de toda a gente, não havia obviamente nenhuma necessidade de o alterar”, explicitou Centeno sobre a saída do ex-quadro do BPI da CGD no final de 2016.

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