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António Ramalho: Problemas do Novo Banco residem em 44 créditos

Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

Atividade desportiva, partidos políticos ou atividades religiosas são algumas das áreas não-estratégicas do Novo Banco.

As imparidades para crédito de 1,230 mil milhões foram as principais responsáveis para os avultados prejuízos do Novo Banco em 2017. Boa parte destas provisões deve-se aos ativos estrangeiros, que residem em 44 créditos e que estão em atividades “não-estratégicas”, explicou António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios.

“O nosso CCA [mecanismos de capitalização contingente] está dividido em duas estruturas: 44 créditos fundamentais, em que está o grosso dos problemas, e um conjunto de créditos granulares que têm já alguns sinais de imparidades mas que são geridos como um todo”, explicou o líder do Novo Banco.

António Ramalho detalha que 89% destes créditos são para empresas. Mais de metade são créditos “out of strategy”, ou seja, “créditos imobiliários sem garantias ou crédito, por exemplo, para a compra de empresas com garantia de ações, ou créditos a setores sobres os quais não temos apetite qualquer de risco, como seja a atividade desportiva, partidos políticos ou atividades religiosas. […] Não financiamos nenhuma destas estruturas hoje em dia, isto é, mantemos os créditos e tentamos reduzi-los”.

A entrevista a António Ramalho foi concedida após terem sido apresentados prejuízos de 1,395 mil milhões de euros em 2017.

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