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António Ramalho: “Todos os bancos vão seguramente ajudar”

António Ramalho, CEO do Novo Banco

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
António Ramalho, CEO do Novo Banco ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Adiantou que o Novo Banco já está a aplicar moratória em créditos de clientes.

António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, afirmou esta quarta-feira que “todos os bancos vão seguramente ajudar” as famílias e as empresas portuguesas afetadas pelos impactos da epidemia do coronavírus.

Adiantou que o Novo Banco já está a aplicar moratória em créditos de clientes. Disse ainda, no programa ‘Negócios da Semana‘, na SIC Notícias, que espera que, até ao final desta semana, o Governo anuncie o diploma legal que vai reger a suspensão temporária de pagamento de prestações de empréstimos.

A moratória em créditos, nomeadamente na prestação da casa, é uma das medidas que também foi adotada por países como Espanha e Itália, para amortecer o efeito de choque nos rendimentos das famílias e nas receitas das empresas que a epidemia do coronavírus está a ter.

O Banco Central Europeu (BCE) e a Autoridade Bancária Europeia já deram o ‘Ok’ para que a medida avance.

António Ramalho sublinhou que o nível de financiamento que a economia portuguesa vai precisar será “muito mais elevado do que aquele que está à disposição”.

O banqueiro antevê um período de três meses em que o país estará condicionado pela epidemia, prevendo que, após esse prazo, se inicie uma recuperação da economia que terá velocidades diferentes, “se setor para setor”, com alguns setores a serem mais rápidos e outros menos, como o do turismo.

Sinalizou que deve haver vigilância para que “não haja desvio nos riscos da dívida pública portuguesa”, que é um dos “principais desafios que se coloca a Portugal” porque, a acontecer “pode vir a contagiar toda a economia portuguesa.

Apontou que o diferencial da dívida soberana portuguesa a 10 anos face à alemã aumentou de 0,70 pontos base em dezembro para 1,38 pontos base atualmente, apesar de um anúncio de reforço de compra de ativos por parte do BCE.

O CEO do Novo Banco defendeu a emissão de ‘Coronabonds‘ que, para já, não têm merecido apoio unânime na União Europeia.

Atualizada às 00H15 com mais informação

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