APB

APB. “A cobrança de comissões é legítima em qualquer atividade económica”

Fernando Faria de Oliveira, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens
Fernando Faria de Oliveira, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens

O presidente da associação de bancos, Faria de Oliveira, garantiu que as comissões líquidas do setor caíram 12,6% em 2016

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, defendeu esta quarta-feira que a cobrança de comissões é “algo que é legítimo e normal em qualquer atividade económica”.

O responsável da associação que representa o setor bancário recusou a ideia de que as comissões líquidas do setor estivessem a gerar mais receitas. Num encontro com jornalistas, explicou que “as comissões líquidas do setor bancário caíram 12,6% de 2015 para 2016, passando de 3,1 mil milhões de euros para 2,7 mil milhões de euros”.

Faria de Oliveira explicou que os bancos prestam um serviço e que é natural que, nesse âmbito, sejam cobradas comissões por esse serviço, até porque existem custos associados, nomeadamente a rede utilizada.

“Em Portugal o que aconteceu foi que durante um longuíssimo período a margem financeira dos bancos era suficientemente grande para subsidiar uma atividade que sempre deu prejuízo. Quando esse efeito diminuiu houve necessidade de procurar esta fonte de receita.” Faria de Oliveira garantiu ainda que, face ao resto da Europa, as comissões bancárias cobradas são baixas.

A associação de Defesa do Consumidor Deco tem alertado para a subida do custo das comissões cobradas pelos bancos, não só para a manutenção de conta mas em segmentos como a conta-ordenado. A associação acusou mesmo o setor de cobrar comissões “indevidas” e “ilegais” aos clientes.

O presidente da APB considerou ainda, em jeito de balanço, que “2016 foi um ano de muito trabalho para limpar o mais possível os balanços e para a estabilização dos bancos, de algumas estruturas acionistas e do reforço de capital de alguns bancos e o pagamento das dívidas ao Estado originadas no mecanismo de capital contingente” (CoCos).

“Foi um ano de arrumar a casa, através de provisões para imparidades e o pagamento das dívidas ao Estado”, reforçou.

Para 2017, o presidente da APB diz que “já é um ano de recomeço e recuperação por parte do sistema. Há bancos que ainda estão em recuperação mas no geral há condições para a banca recuperar”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
NOVA SBE, em Carcavelos.
(PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Nova SBE: Pública, financiada por privados e aberta a todos

Fotografia: REUTERS/Henry Nicholls - RC122C9DD810

Cartas de Boris Johnson causam surpresa e perplexidade em Bruxelas

Fotografia: EPA/NEIL HALL

Brexit: Governo britânico reitera compromisso de cumprir saída a 31 de outubro

Outros conteúdos GMG
APB. “A cobrança de comissões é legítima em qualquer atividade económica”