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APB. Bancos querem emprestar dinheiro mas a empresas de qualidade

Fernando Faria de Oliveira, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens
Fernando Faria de Oliveira, Presidente da Associação Portuguesa de Bancos. Fotografia: Vítor Rios/Global Imagens

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, voltou a garantir que os bancos têm excesso de liquidez.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, voltou hoje a garantir que os bancos têm excesso de liquidez e que querem emprestar dinheiro às empresas, mas que só podem fazê-lo a empresas de qualidade.

“Os bancos hoje têm excesso de liquidez e competem entre eles para poder fornecer crédito às empresas, mas a empresas solventes, que passem no crivo de avaliação de risco”, disse hoje Faria de Oliveira na conferência A formação financeira na gestão empresarial, em Lisboa, garantindo que o próprio reforço da regulação exige que assim seja.

Já o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes, criticou os bancos na atitude perante o financiamento de empresas e considerou que estes continuam a manter o foco em emprestar dinheiro a empresas de setores de produtos tangíveis e que dão garantias reais e que não têm capacidade de avaliar empresas que trabalham em intangíveis e serviços.

Vieira Lopes mostrou-se ainda preocupado com o nível de concentração do sistema bancário em Portugal, considerando que “limita a oferta”, penalizando as empresas quando procuram empréstimos.

Por seu lado, o presidente da Associação de Instituições de Crédito Especializado, António Menezes Rodrigo, disse que este ano as instituições que representa já concederam 2,8 mil milhões de euros em crédito.

“Demos um suporte importante às empresas este ano, talvez porque os nossos parceiros, a banca, encolheu”, afirmou Menezes Rodrigo.

De acordo com os últimos dados disponíveis, em agosto, os novos empréstimos dos bancos a empresas totalizaram 2.029 milhões de euros, o que significa menos 452 milhões de euros face aos 2.481 milhões de euros de julho, e é mesmo o valor mensal mais baixo desde janeiro de 2003.

No total, em agosto, o ‘stock’ do crédito às empresas era de 78.640 milhões de euros, menos 552 milhões do que em julho e menos 5.640 milhões do que no mesmo mês de 2015.

 

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