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Apenas 10% dos bancos europeus não aguentariam uma crise extrema

Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

O BCE acredita que a banca está preparada para resistir a uma saída massiva de fundos no pior cenário possível.

A esmagadora maioria dos bancos europeus está preparada para resistir a uma crise de liquidez extrema, segundo os resultados dos testes de stress realizados pelo Banco Central Europeu (BCE) nos últimos quatro meses.

O Banco Central Europeu trabalhou com três cenários: o cenário base, o adverso e o extremo.

Os resultados mostram que 90% dos bancos conseguem ter um “período de sobrevivência superior a dois meses, mesmo sob um choque extremo”, refere o relatório das conclusões. Neste cenário, mais adverso, a saída de fundos equivaleria a cerca de 27% dos ativos totais dos bancos, durante seis meses e 9,5% num mês. Apenas 11 instituições, entre os 103 bancos analisados, revelam um período de sobrevivência inferior a dois meses.

A “almofada” dos bancos avaliados pelo BCE corresponde a 23% dos ativos, somando as reservas (9%), os ativos transacionáveis (8%) e outros ativos com menor liquidez (6%).

O supervisor refere que no cenário base (que inclui o fecho dos mercados grossistas), “quatro bancos de diferentes países e modelos de negócio conseguem ter um período de sobrevivência inferior a seis meses.”

A análise de sensibilidade levada a cabo pelo BCE não desagrega os dados individualizados dos bancos que estiveram sob escrutínio do supervisor.

Os problemas
O relatório do BCE identifica algumas vulnerabilidades: os bancos mais dependentes do financiamento em divisas estão mais expostos a crises de liquidez e há mesmo alguns que estão “excessivamente dependentes” do bom financiamento dos mercados de swaps.

O BCE chama ainda a atenção para as filiais fora da zona euro que apresentam taxas de sobrevivência inferiores. Recorde-se que, no caso português, Frankfurt exigiu a venda de filiais.

O supervisor alerta ainda para a necessidade de melhorar a gestão dos colaterais, para que as entidades possam mobilizar mais capital do que o que está na “almofada” de liquidez.

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