Aumento de capital do BES atrai 150 novos investidores

Ricardo Salgado, presidente do BES
Ricardo Salgado, presidente do BES

O BES concluiu ontem o aumento de capital e encaixou 1045 milhões de euros sem ter de recorrer ao sindicato bancário, tendo conseguido captar 150 novos investidores.

“Fizemos dez aumentos de capital desde a privatização em 1992.
Neste não houve uma tomada firme dos acionistas tradicionais, o
Crédit Agricole e o Grupo Espírito Santo, mas foi exatamente aquele
que teve maior sucesso”, revelou Ricardo Salgado, presidente do
BES, o que “mostra a confiança que o Banco Espírito Santo tem no
mercado nacional e no mercado internacional”.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM), o BES adiantou que, no exercício de direitos de
preferência, foram subscritas, no total, 1 598 143 842 ações,
representativas de 99,45% do total a emitir.

Sem ter sido necessário recorrer ao sindicato bancário, a
procura superou em 178% a oferta, algo que para Salgado revela que
“os investidores acreditam muitíssimo no banco”. No total,
participaram no aumento de capital 150 investidores institucionais:
70 do continente europeu e 80 do Reino Unido, Irlanda e EUA,
confirmou fonte oficial do banco ao DN/Dinheiro Vivo.

Pela primeira vez desde a privatização do BES, os acionistas de
referência não garantiram a sua participação na operação.
Assim, o Espírito Santo Financial Group (ESFG) reduziu a posição
de 27,36% para 25%, o Crédit Agricole de 20,12% para 15% e o
Bradesco de 4,8% para 3,91%. Apenas a Portugal Telecom acompanhou a
operação, mantendo 2,1%. A redução do peso dos três maiores
acionistas foi compensada com um reforço do peso dos investidores
institucionais, que antes da operação controlavam cerca de 36% do
capital e passaram a deter uma participação entre 42% e 45%.

Sobre a reestruturação do grupo, Salgado disse que agora serão
abordados “os acionistas minoritários da ESFG para lhes propor a
recompra das ações, numa modalidade a estudar” e depois será
realizado um novo aumento de capital, desta feita na Rioforte.

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