Banca aceitou só 20% dos pedidos de ajuda para pagar crédito à habitação

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal
Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal

As famílias com crédito à habitação e com dificuldades para o pagarem viram os seus pedidos de acesso ao Regime Extraordinário serem recusados. Dos 270 pedidos de acesso feitos no primeiro semestre, os bancos recusaram 217.

Na “Sinopse de Atividades de Supervisão Comportamental” hoje divulgada, o Banco de Portugal revela que no primeiro semestre “os
clientes bancários apresentaram um total de 270 requerimentos
de acesso ao regime extraordinário junto de 20 instituições de
crédito, o que representa uma redução de 32,7% face ao
semestre anterior”.

As instituições de crédito
indeferiram 217 requerimentos de acesso, por não ter sido
demonstrado o preenchimento das condições de acesso legalmente
previstas. Isto significa que recusaram 80% dos pedidos de ajuda.

Leia também: Conheça os bancos com mais reclamações dos portugueses

“No primeiro semestre de 2014, o
principal motivo invocado para o indeferimento dos requerimentos de
acesso ao regime extraordinário foi o não preenchimento da condição
relativa à redução significativa (i.e. igual ou superior a 35%) do rendimento anual bruto do agregado familiar (28,1%), seguido da não entrega, pelos clientes bancários, dos
documentos necessários para efeitos de comprovação do
preenchimento das condições de acesso (21,2%)”, diz o documento.

O Banco de Portugal adianta ainda que, no primeiro semestre, as
instituições de crédito deferiram 54 requerimentos de acesso. Ou seja, apenas foram aceites 20% dos pedidos de ajuda das famílias.

“Dos requerimentos de acesso deferidos
entre janeiro e junho de 2014, 17 (31,5 por cento) respeitam a
contratos de crédito não abrangidos pelo âmbito de aplicação do
regime extraordinário, por não terem como finalidade a aquisição,
construção ou realização de obras em habitação própria
permanente”, acrescenta.

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