Banca nacional

Banca está em condições de beneficiar da inovação tecnológica

Fotografia: Paulo Spranger
Fotografia: Paulo Spranger

O setor bancário está estabilizado e "em condições para tirar partido da inovação tecnológica", disse o secretário de Estado Adjunto e das Finanças

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças defendeu hoje que o setor bancário está estabilizado e “em melhores condições para tirar partido da inovação tecnológica”, reiterando que cabe aos bancos encontrar uma solução para o malparado.

Ricardo Mourinho Félix, que falava numa conferência organizada hoje em Lisboa pela Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), disse que “o setor bancário encontra-se hoje estabilizado e, por isso, em melhores condições para tirar partido da inovação tecnológica, para aumentar a sua eficiência e a segurança na prestação de serviços”.

Para o governante, “cabe ao setor bancário, agora com melhores níveis de eficiência, definir uma estratégia adequada à redução do crédito malparado e promover uma análise de risco que beneficie das novas tecnologias da informação”.

Da parte do Governo, foi repetida a mensagem de disponibilidade: “O Governo está sempre disponível para oferecer um enquadramento institucional e legal que promova uma alocação eficiente dos recursos financeiros”, disse.

No entanto, o secretário de Estado afirmou que é também importante “assegurar que as instituições de crédito têm políticas de risco adequadas” para que “afetem o crédito àqueles que, dele necessitando, têm capacidade de o reembolsar”.

Quanto às autoridades de supervisão, Mourinho Félix afirmou que aquilo que se lhes exige é que “assegurem uma correta avaliação da evolução do risco do crédito e que adotem as medidas necessárias para evitar uma afetação ineficiente dos recursos financeiros”.

É que “o crescimento excessivo do crédito ao consumo (…) gera um crescimento insustentável”, dessa forma, “desvia recursos do setor produtivo” e “Portugal não pode correr esse risco”.

Ainda no seu discurso de encerramento da conferência da ASFAC, o governante afirmou que “as políticas públicas de Portugal têm de entender as ‘fintech’ como uma oportunidade”, recordando que, em novembro, Portugal vai voltar a acolher a Web Summit.

Mourinho Felix espera que este evento permita um “encontro do setor bancário e das empresas financeiras com as ‘fintech’ e com empresas ‘startup’ numa reflexão que se espera o mais produtiva possível sobre o futuro do setor financeiro”.

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