Banca fecha 230 agências e corta 1240 postos de trabalho

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O processo de reestruturação do sector financeiro português provocou, no ano passado, o encerramento de mais de duas centenas de balcões e a eliminação de mais de mil postos de trabalho. Contas feitas, só os cinco maiores bancos portugueses fecharam 235 agências e reduziram 1243 trabalhadores. A grande fatia de leão pertenceu à Caixa Geral de Depósitos (CGD), que em Portugal reduziu o quadro de pessoal em 500 pessoas.

De acordo com os cálculos feitos pelo DN/Dinheiro Vivo, com base nos resultados anuais apresentados pelo BCP, BPI, BES, Banif e CGD, no final do ano passado existiam 3155 agências bancárias. São menos 235 balcões (-7%) que o número de agências que as cinco instituições financeiras tinham em Portugal em 2012 (ver tabela) .

A análise individual revela que o BCP foi o banco que mais balcões encerrou no ano passado (65), seguido de perto pela CGD ( 60) e pelo BPI (51). Já o Banif reportou o “encerramento de agências, que na operação doméstica ascendeu a 36 em 2013”, enquanto que o banco presidido por Ricardo Salgado fechou 23 balcões no ano passado.

No ranking da instituição financeira com maior presença geográfica em Portugal, o BCP ocupa o primeiro lugar do pódio pela margem mínima face à CGD. O banco liderado por Nuno Amado conta com 774 agências espalhadas pelo Continente e ilhas, apenas mais 8 com que o banco estatal fechou o ano passado. Em sentido inverso, e dada a sua dimensão, o Banif é a instituição com menor representatividade: 276 balcões.

Quer por uma questão de manutenção da política de redução de custos, com vista a aumentar a rentabilidade, quer por imposições de Bruxelas, no âmbito de planos de reestruturação, os cinco bancos portugueses foram forçados a eliminar, ao todo, 1243 postos de trabalho. Se em 2012 contavam com 35 587 funcionários, no final do ano passado esteve número registou uma quebra de 3% para os atuais 34 344 colaboradores.

A análise por instituição financeira indica que foi a CGD a registar o maior corte. Depois de em 2012 terem saído 105 trabalhadores, o banco estatal cortou mais 500 empregos em 2013 mas, “muito importante” para José de Matos, CEO da CGD, “sem quaisquer despedimentos”. O presidente-executivo da instituição financeira adiantou e ainda que, com estas saídas, a CGD “segue bem avançada” no plano de reestruturação acordado com Bruxelas e que tem de cumprir até 2017. Também até a final desse ano, o BCP terá de reduzir o número de trabalhadores em Portugal para 7500 até final de 2017. O banco foi o segundo que mais pessoal reduziu, quase 400 trabalhadores, seguindo-se BPI, Banif e, por último, o BES, todos com mais de 100 saídas.

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