Futuro da Banca

Banca fechou quase dois mil balcões desde a chegada da troika

Santander Totta foi o banco que liderou fecho de balcões, na sequência da integração da rede do Banif. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens
Santander Totta foi o banco que liderou fecho de balcões, na sequência da integração da rede do Banif. Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apesar do fecho de balcões nos últimos anos, está garantida a presença de pelo menos um grande banco nos 308 concelhos de Portugal

Os bancos instalados em Portugal fecharam quase dois mil balcões desde 2011, o ano da entrada da troika. Os dados são da Associação Portuguesa de Bancos (APB), cujos associados representam mais de 90% do ativos de todo o sistema financeiro nacional. Entre 2011 e 2016, foram encerrados 1852 balcões, uma redução de 29%. Em 2011, existam 6306 balcões, contra os 4454 registados no final do ano passado, segundo os cálculos revelados esta terça-feira pelo Jornal de Negócios.

O processo de fecho de balcões foi liderado pelo Santander Totta (256), na sequência da compra do Banif e da integração da rede desta instituição. Muito de perto seguiu-se o BCP, com o encerramento de 255 agências, em troca da ajuda do Estado para cumprir as regras de solidez. O Novo Banco ficou em terceiro lugar, com o fecho de 188 balcões. BPI (158 agências) e Caixa Geral de Depósitos (143 sucursais) completam o top-5.

Apesar do fecho de balcões nos últimos anos, está garantida a presença de pelo menos um grande banco nos 308 concelhos de Portugal, mesmo com o fecho das sucursais da Caixa Geral de Depósitos em Marvão e na Golegã. Nestes dois concelhos existe uma agência do Santander Totta e BPI, respetivamente. O banco público, ainda assim, é o banco com maior dispersão geográfica.

Em termos de bancários, as reduções começaram em 2010, depois do pico alcançado no ano anterior. Entre o final de 2009 e o final de 2016, a banca perdeu 12 208 pessoas (-20,9%), entre despedimentos, rescisões amigáveis e reformas antecipadas.

 

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