Dinheiro

Banco de Portugal acelerou impressora. Produziu quase 220 milhões de notas

A “casa de papel” do Banco de Portugal acelerou a produção de notas de 20 e de 50 euros no ano passado, de forma a baixar os custos de produção.

Mais de 7,2 mil milhões de euros. Foi o valor das notas produzidas pelo Banco de Portugal no ano passado. No total, a autoridade monetária assegurou a impressão de 219 milhões de notas em 2017, mais 111 milhões que no ano anterior.

“Em 2017, o Banco de Portugal, através da Valora S.A., garantiu a impressão da parcela que lhe foi atribuída na produção anual de notas do Eurosistema: 124 milhões de notas de 20 euros e 95 milhões de notas de 50 euros, ambas da série Europa”, refere o regulador no relatório de emissão monetária, divulgado esta segunda-feira.

A subida no número de notas produzidas está relacionada com as medidas adotadas pelo Banco de Portugal para diminuir o custo unitário de produção. O supervisor nacional “celebrou um acordo com os bancos centrais da Bélgica e da Áustria para a fusão das suas quotas de produção de notas e repartição desse total em partes iguais por Portugal e Áustria”.

Além disso, o Banco de Portugal entrou “no capital da empresa produtora de papel para notas EUROPAFI, detida maioritariamente pelo banco central francês, o que lhe permitirá comprar a matéria-prima a um preço que poderá ser inferior ao que é praticado no mercado e, por outro lado, poderá produzir (através da Valora) notas para fora da área do euro”.

Contrafação é residual

No ano passado, foram retiradas de circulação em Portugal “16.908 notas e 3.556 moedas de euro contrafeitas”, segundo o mesmo relatório. A autoridade monetária considera que o número de notas e moedas contrafeitas “em circulação continuou a ser residual”.

O Banco de Portugal analisou, para aferir não só a genuinidade mas também a qualidade, 647 milhões de notas e 47 milhões de notas. E apesar do baixo número de contrafações, foram destruídas 141 milhões de notas e 434 mil moedas “por não apresentarem qualidade suficiente para regressar à circulação”.

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