Coronavírus

Banco de Portugal adia visitas a bancos, dá mais tempo para envio de relatórios

Lisboa, 04/03/2020 - Carlos Costa, governador do Banco de Portugal na Assembleia da República, na Comissão de Orçamento e Finanças.

(Leonardo Negrão / Global Imagens)
Lisboa, 04/03/2020 - Carlos Costa, governador do Banco de Portugal na Assembleia da República, na Comissão de Orçamento e Finanças. (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Os bancos também terão mais tempo para responderem a reclamações de clientes.

O Banco de Portugal informou esta segunda-feira que adiou as visitas a bancos relacionadas com a atividade de supervisão e prolongou os prazos para o envio de relatórios ao supervisor.

Os bancos também terão mais tempo para responderem a reclamações de clientes.

O Banco de Portugal também suspendeu os trabalhos que estavam em curso relativos ao exercício de testes de stress de 2020 dos bancos de menor dimensão, “em linha com a decisão da Autoridade Bancária Europeia (EBA) de adiar o exercício europeu de testes de esforço” deste ano.

Estas são algumas das medidas adotadas pelo supervisor bancário, “em paralelo ao acompanhamento da forma como as instituições financeiras estão a lidar com o novo coronavírus no relacionamento com os seus clientes e com o público em geral”.

“O objetivo destas iniciativas é garantir que as instituições de crédito continuam a desempenhar o seu papel no financiamento da economia real, num momento em que as repercussões económicas do novo coronavírus (COVID-19) já se manifestam. Estas medidas estão em linha com as decisões também adotadas e comunicadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela EBA”, adianta em comunicado.

O Banco de Portugal explica que vai permitir que “as instituições de crédito menos significativas sujeitas à sua supervisão operem, de forma temporária, com um nível inferior ao da recomendação de fundos próprios (Pillar 2 Guidance’) e ao da reserva combinada de fundos próprios, e com níveis de liquidez inferiores ao requisito de cobertura de liquidez (‘LCR’), uma flexibilização já adotada pelo BCE para as instituições significativas”, ou seja, os bancos com maior dimensão.

O supervisor pediu a todos os bancos mais pequenos “que adotem medidas preventivas adequadas para assegurar a continuidade das suas operações e a contenção de perdas financeiras em situação de pandemia”.

“Devem ser também imediatamente comunicadas deficiências relevantes em resultado dos procedimentos de verificação do seu estado de preparação para lidar com as atuais circunstâncias, bem como a ocorrência de eventos relacionados com o COVID-19 com impacto negativo relevante para a instituição”, sublinha.

O Banco de Portugal frisa que “continuará a monitorizar permanentemente a situação, podendo ser equacionadas novas medidas que se revelem necessárias”.

Estas medidas anunciadas hoje vêm juntar-se às já decididas pelo BCE a 12 de março com vista a apoiar bancos e empresas para enfrentarem a crise provocada pela epidemia que tem agora na Europa o seu epicentro.

Atualizada às 17H08 com mais informação

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