Banco de Portugal garante “plena proteção dos interesses dos depositantes” do BES

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal

O Banco de Portugal assegurou hoje que o BES tem condições para manter a sua atividade e garante a "plena proteção dos interesses dos depositantes".

O BES divulgou esta quarta-feira à noite as contas do primeiro semestre, em que teve resultados negativos de 3577,3 milhões de euros.

Leia também:Prejuízo histórico força BES a aumentar capital

Após terem sido conhecidos estes prejuízos históricos, o supervisor e regulador bancário emitiu um comunicado em que, entre outros pontos, reiterou que “estão reunidas as condições necessárias à continuidade da atividade desenvolvida” pelo BES e garantiu a “plena proteção dos interesses dos depositantes”.

A entidade liderada por Carlos Costa disse ainda, na mesma nota de imprensa, que perante os resultados do BES “determinou a realização de um aumento de capital” para reforçar os fundos próprios para níveis “adequados de solvabilidade”.

A 30 de junho, o BES tinha um rácio de capital common tier 1 de 5%, quase metade do que tinha no final de março e quando o mínimo exigido pelo Banco de Portugal é de 7%.

Segundo o Banco de Portugal, é “desejável” que esse reforço de capital seja feito através de investidores privados.

O supervisor reafirma ainda que a solidez da instituição “está salvaguardada pelo facto de continuar disponível a linha de recapitalização pública criada no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira para suportar eventuais necessidades de capital do sistema bancário”.

Esta noite, em comunicado ao mercado, o novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, já veio dizer que “será desencadeado de imediato um processo visando aumentar o capital do banco”.

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