crédito

Banco de Portugal pondera dificultar acesso a crédito para compra de casa

Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens
Fotografia: Leonardo Negrão/Global Imagens

O Banco de Portugal admite poder vir a adotar medidas que dificultem o acesso ao crédito à habitação

O Banco de Portugal (BdP) admite poder vir a adotar medidas que dificultem o acesso ao crédito à habitação, para evitar que os bancos fiquem expostos a uma futura crise, anunciou o supervisor bancário no seu Relatório de Estabilidade Financeira divulgado esta quarta-feira.

“A este propósito, o Banco de Portugal pondera adotar medidas com vista ao reforço da avaliação, pelas instituições de crédito, da capacidade creditícia dos mutuários particulares”, refere numa nota divulgada no âmbito daquele relatório.

O objetivo do supervisor é prevenir que o aumento na concessão de novo crédito para a compra de casa leve a que os bancos possam correr o risco de terem novo crédito malparado no futuro.

Entre as medidas, o supervisor poderá pedir aos bancos maior exigência na taxa de esforço e na apresentação de mais garantias, levando em conta a futura subida das taxas de juro.

Por outro lado, o Banco de Portugal também pode atuar na questão do prazo máximo de concessão de crédito, já que Portugal empresta a mais anos do que os restantes países da zona euro.

“O nível muito baixo das taxas de juro de curto prazo deverá continuar a contribuir para a menor restritividade dos critérios de concessão de crédito, criando incentivos para uma desalavancagem mais lenta da economia”, alerta o banco central.

Sublinha que a “evolução dos preços no mercado imobiliário residencial poderá também ter consequências sobre os riscos para a estabilidade financeira, caso acentue essa menor restritividade no caso particular do crédito à habitação”.

E “não ser possível afastar a possibilidade de existirem apreciações excessivas em determinadas áreas geográficas, nomeadamente nos grandes centros urbanos”.

“Contudo, os fluxos acumulados de novo crédito à habitação mantiveram uma dinâmica forte no primeiro semestre de 2017, com um peso crescente no valor das transações de alojamentos familiares”, diz o BdP.

“Assim, importa assegurar que as atuais dinâmicas do crédito à habitação e da economia, em particular do mercado imobiliário, não comprometam a redução do ainda elevado rácio de endividamento dos particulares e não promovam a acumulação de risco excessivo no balanço dos bancos e a excessiva afetação de recursos da economia ao setor imobiliário”, adianta.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Cada vez mais, os sites dos hotéis são canais de venda direta. Fotografia: D.R.

Hoteleiros apostam nas vendas online para fugirem ao Booking

PSA Vigo

Fotografia: D.R.

Viana rouba 1800 empregos à indústria automóvel da Galiza

RGPD | Regulamento da proteção de dados

Regulamento da proteção de dados é negócio em Portugal

Outros conteúdos GMG
Banco de Portugal pondera dificultar acesso a crédito para compra de casa