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Banco Empresas Montepio com três novos administradores executivos

Fotografia: Sarah Costa/Global Imagens
Fotografia: Sarah Costa/Global Imagens

Este banco não tem presidente executivo, já que os requisitos regulatórios não o exigem e com a equipa atual o banco pode funcionar normalmente.

O Banco Empresas Montepio (BEM) nomeou três novos administradores executivos, que exercem funções a partir de hoje, entre os quais Nuno Mota Pinto, que acumula o cargo com o de vogal executivo do Banco Montepio, segundo informação hoje divulgada.

O comunicado indica que Nuno Mota Pinto, Joana Carvalho e Pedro Ventaneira tiveram autorização do Banco de Portugal para exercer funções em 09 de agosto, pelo que as assumem a partir de hoje.

O Conselho de Administração do banco BEM passa assim a ter cinco administradores executivos, somando-se estes três a Carlos Leiria Pinto e José Carlos Mateus. Carlos Tavares, presidente do Banco Montepio (ex-Caixa Económica Montepio Geral), é o presidente não executivo do BEM.

Este banco não tem, contudo, presidente executivo, tendo dito fonte oficial à Lusa que os requisitos regulatórios não o exigem e que com a equipa atual pode o banco funcionar normalmente.

Nuno Mota Pinto é atualmente administrador executivo do Banco Montepio, pelo que acumulará assim funções, ao ser também administrador executivo do banco BEM.

Nuno Mota Pinto, que trabalhou no Banco Mundial, chegou a ser indicado em 2018 pela Associação Mutualista Montepio Geral para presidente executivo do Banco Montepio, mas passou a administrador na sequência da polémica devido a uma dívida à banca tida até ao ano passado, que o colocou temporariamente na lista de devedores do Banco de Portugal.

Também Pedro Ventaneira já era administrador executivo do Banco Montepio e acumula agora com a administração executiva do BEM.

Entre os novos administradores, Joana Carvalho é a única que está apenas no banco BEM.

Segundo a informação hoje comunicada pelo banco BEM, os novos administradores executivos, em conjunto com os administradores já em funções, “formam uma equipa com vasta experiência no sistema financeiro e competências que correspondem à proposta inovadora do banco” e permitem “assegurar a estreita articulação e a coerência com a atividade do Banco Montepio, particularmente nos domínios da gestão e recuperação de crédito, gestão de risco, gestão financeira e negócio internacional”.

“Nesta fase, o modelo de governo adotado não contempla a opção estatutária de delegação da gestão corrente (em administradores delegados ou em comissão executiva)”, refere ainda o comunicado.

O banco BEM pertence ao grupo Banco Montepio e surgiu em maio de 2019 destinado a financiamento a empresas, desde logo ajudando a encontrar fontes alternativas de financiamento, como financiamento de mercado e capital de risco.

Quanto ao Banco Montepio, este tem Dulce Mota como presidente executiva interina desde fevereiro — substituindo Carlos Tavares, que passou então apenas a presidente não executivo (‘chairman’) –, ainda não tendo o seu nome sido confirmado definitivamente como presidente da instituição.

Segundo o Público de 23 de agosto, Carlos Tavares requereu aos serviços do Banco Montepio que definam o perfil que se exige a um presidente executivo de uma instituição com as características da que é detida pela Associação Mutualista Montepio Geral, o que estará a atrasar a clarificação definitiva da gestão executiva do banco, a que o Banco de Portugal tem de dar ‘luz verde’.

Ainda segundo o Público de 23 de agosto, o Banco de Portugal pronunciou-se “contra a vontade de Carlos Tavares de se manter em simultâneo como ‘chairman’ do Banco Montepio e CEO [presidente executivo] do BEM”.

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