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Banco Empresas quer melhores clientes do Montepio

Carlos Tavares, chairman do Banco Montepio (Fotografia: Artur Machado / Global Imagens)
Carlos Tavares, chairman do Banco Montepio (Fotografia: Artur Machado / Global Imagens)

Nova unidade visa atrair clientes mais sólidos do Montepio, sem assumir ativos tóxicos.

O Banco de Empresas Montepio (BEM), nova unidade recentemente criada, pode vir a “subtrair” até 2,3 mil milhões de euros de ativos ligados a grandes clientes cumpridores do Montepio, em poucos anos, noticia o Público, esta segunda-feira.

O jornal diário acrescenta que face a esta possibilidade, o BEM será uma espécie de “cavalo de Tróia” para retirar do Montepio os bons clientes com volume de negócios acima dos 20 milhões de euros, sem que exista uma correspondente passagem de ativos tóxicos e de imparidades.

No entanto, para que haja transferência destes ativos do Montepio para o BEM, os clientes terão de o solicitar.

Carlos Tavares tem sido apontado para presidir a nova unidade, mas o Banco de Portugal ainda não deu luz verde para o antigo presidente da CMVM vir a acumular o cargo de chairman do Montepio com o de principal executivo do BEM.

Maiores devedores podem custar 400 milhões

O Montepio poderá ter de reconhecer perdas adicionais de 400 milhões de euros em créditos de cobrança duvidosa. Em causa está uma carteira de malparado de 700 milhões de euros pela qual são responsáveis os 50 maiores devedores do banco e da qual já foram identificados 290 milhões de euros como crédito irrecuperável.

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