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Banco Montepio e mutualista escolheram João Ermida para chairman

Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens.
Fotografia: Diana Quintela/ Global Imagens.

O banco Montepio e a Associação Mutualista Montepio disseram esta quinta-feira que escolheram João Ermida para presidente não executivo do banco e que o Banco de Portugal (BdP) está a analisar esta proposta, dentro do prazo estabelecido.

Em comunicado conjunto, a Associação Mutualista Montepio Geral e a Caixa Económica Montepio Geral indicam que desenvolveram iniciativas para escolher o próximo presidente não executivo (‘chairman’) do banco e que foi “na sequência dessas iniciativas” que o presidente da mutualista, Tomás Correia, convidou João Ermida, tendo sido pedida autorização prévia ao BdP antes da nomeação formal.

“Neste momento decorre, nos termos da lei, o processo de avaliação prévia da pessoa proposta para a função de ‘chairman’ do Banco Montepio; como é lógico, nenhuma opinião do supervisor foi ou será emitida antes do final deste processo”, lê-se no comunicado.

Carlos Tavares tem vindo a exercer em conjunto os cargos de presidente executivo e do Conselho de Administração da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), acumulação que o Banco de Portugal autorizou até inícios de 2019.

Em agosto foi noticiado que o grupo Montepio enviou para o BdP um pedido provisório de avaliação da idoneidade de Álvaro Nascimento para presidente não executivo (‘chairman’) da CEMG.

Contudo, o professor da Universidade Católica e ex-presidente não executivo da Caixa Geral de Depósitos (2013 a 2016) – que seria do agrado de Carlos Tavares – não teria o apoio de Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, depois de ter sido conhecido que Álvaro Nascimento criticou em março – num artigo de opinião no Jornal de Negócios – a “benesse do crédito fiscal por impostos diferidos atribuído à Associação Mutualista Montepio Geral” e questionou a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa na CEMG pelo montante de que então se falava.

Quanto a João Ermida, fez carreira no Grupo Santander, tendo saído em 2003 desiludido com o sistema financeiro, segundo disse em entrevista à Visão publicada em 2017.

O Diário de Notícias publica que a escolha do novo ‘chairman’ está a causar tensão entre o banco Montepio e a Associação Mutualista, uma vez que João Ermida foi sócio de António Godinho, rival de Tomás Correia na mutualista e que nas eleições de dezembro encabeçou uma lista opositora.

Hoje tomam posse os órgãos sociais da Associação Mutualista Montepio Geral até 2021, resultantes das eleições de dezembro passado.

Tomás Correia mantém-se como presidente, depois de já dez anos no cargo, uma vez que a sua lista (lista A) venceu com 43,2% dos votos, ainda que perdendo a maioria absoluta.

A lista C, liderada por António Godinho, ficou em segundo lugar, com 36,3% dos votos, e a lista B, encabeçada por Ribeiro Mendes, que era administrador da mutualista, em terceiro, com 20,5% dos votos.

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