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Banco Único de Moçambique regista resultado “histórico” de 6,2 ME

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Banco Único registou um lucro "histórico" de cerca de 440 milhões de meticais (6,2 milhões de euros) em 2016, de acordo com o relatório e contas

O Banco Único registou um lucro “histórico” de cerca de 440 milhões de meticais (6,2 milhões de euros) em 2016, de acordo com o relatório e contas hoje divulgado, em que se assume como quinto maior banco do país.

“Alcançámos um marco histórico e cheio de significado, com um resultado líquido superior a 440 milhões de meticais que é 3,7 vezes superior ao de 2015”, refere a mensagem do presidente do Conselho de Administração, Abdul Osman, que acompanha os documentos publicados no semanário Savana.

“O Banco Único é cada vez mais uma referência no mercado e é agora o quinto maior banco de Moçambique”, acrescenta.

sede

Sede do Banco Único (DR)

A instituição bancária anuncia um crescimento recorde num ano em que o PIB de Moçambique cresceu 3,3%, um valor positivo, mas que em 2015 tinha sido ainda maior: 6,6%, recorda-se no relatório e contas.

O ano de 2016 foi um ano turbulento para Moçambique com o caso das dívidas ocultas do Estado, consequente retirada do FMI e doadores, a crise financeira e ainda a instabilidade política e militar, refere-se nos documentos.

Ainda assim, houve um sinal de “confiança”, refere a administração.

O banco sul-africano Nedbank, que tinha uma participação de 38,3% no Banco Único, passou a controlar a instituição com 50% mais uma ação do capital, refere-se nos documentos – o que equivale a 1,3 mil milhões de meticais (18,4 milhões de euros) de capital subscrito.

A Gevisar SGPS, parceria entre as portuguesas Visabeira e Corticeira Amorim, que tinha também uma participação de 38,3%, reduziu-a em 2016 para 30,2% – o capital subscrito é agora de 798 milhões de meticais (11,3 milhões de euros).

Os resultados obtidos em 2016, asseguram aos acionistas “um retorno do seu investimento com uma rendibilidade dos capitais próprios (ROE) de 20,6%”, que compara com 8,5% em 2015, acrescenta.

O Banco Único registou uma redução da capacidade de solvabilidade, de 16,4% para 15,5%, ainda assim acima dos oito por cento exigidos pelas autoridades moçambicanas, destaca a instituição – e também acima dos 12% que o Banco de Moçambique vai passar a exigir no prazo de três anos.

O ano em curso prevê-se que seja “novamente um ano de expansão e de crescimento sustentado”, apesar de uma “conjuntura macroeconómica muito difícil”, destaca o presidente do Banco Único.

No final de 2016, a instituição contava com 20 balcões e 513 colaboradores.

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